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Publicado em 15 de Abril de 2011 • 13:35
Alguns tribunais, dentro de uma clara campanha de enfraquecimento do Conselho Nacional de Justiça, recusam-se a cumprir a norma, sob o argumento da autonomia administrativa. Na verdade, o que está por trás do discurso em defesa da autonomia é um conceito ultrapassado, elitista, que não compreende que os tempos são outros e que cada dia mais imensas massas de deserdados adquirem (conquistam) o acesso à justiça. Além, é claro, da manifesta resistência que ainda existe - e parece que recrudesce - contra o avanço e o arejamento que o CNJ representou para o Judiciário brasileiro.
Mesmo afirmando a autonomia administrativa dos tribunais (o que, no dizer dos que resistem, implicaria na inconstitucionalidade da norma do CNJ), o TJES teve a percepção e a grandeza de reconhecer a necessidade de uma prestação jurisdicional mais acessível a todos, entendendo que outros são os tempos, que hoje grandes massas se utilizam dos serviços do Judiciário e que as medidas que servem para facilitar o público devem ser aplicadas.
Por isso, está de parabéns o Tribunal de Justiça do Espírito Santo, quando afirma que vai ampliar o horário de atendimento ao público. E isso deve ser proclamado.
Homero Junger Mafra
Presidente da OAB-ES
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