“Temos um papel essencial na construção de uma sociedade mais justa”, diz secretário geral da OAB-ES na entrega de carteiras a novos advogados e advogadas
Em uma cerimônia marcada pela emoção de familiares e amigos, 30 novos advogados e advogadas receberam no final da tarde desta terça-feira (29) suas carteiras da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES).
A entrega ocorreu no auditório da Ordem, que ficou lotado. Na mesa, o secretário geral da OAB-ES, Ricardo Brum; a diretora de Direitos Humanos, Verônica Bezerra, que foi paraninfa da turma; a presidente da Comissão Estadual da Advocacia em Início de Carreira (CEAIC), Natálya Assunção; o presidente da Caixa de Assistência dos Advogados do Espírito Santo (CAAES), Carlos Augusto Alledi de Carvalho; e os advogados Antônio Franklin e Ivan Moreira de Mello.
A primeira a dar as boas-vindas à jovem advocacia foi a paraninfa Verônica Bezerra. “São 30 advogados e advogadas que hoje estão aqui para pegar o passaporte da liberdade. Mas, antes de falar de vocês, preciso falar de outras pessoas: pais e mães, irmãos, filhos, companheiros e companheiras, e também dos inimigos, pessoas que nos forjam na caminhada da vida e produzem o que nós somos”, disse ela.
E salientou: “Não atuamos sozinhos no mundo e nem na vida. Nós somos reflexos daqueles que nos ladeiam. Muitas das vezes, na caminhada, esquecemos dessas pessoas, não dedicamos o tempo necessário. Então, se vocês estão aqui hoje, vieram por várias mãos. Por isso, a eles eu rendo minhas primeiras homenagens”, disse Verônica Bezerra.
PALAVRAS
Depois, a paraninfa se dirigiu aos novos membros da OAB-ES: “Vocês a partir de hoje têm uma nova responsabilidade. Muitos vão advogar, muitos não, muitos vão só fazer aquele período para fazer um concurso... Mas, mesmo assim, vocês têm uma responsabilidade maior, porque não importa onde atuem, precisa-se fazer a diferença”, observou ela.
“Algumas palavras vão fazer parte do dia a dia de vocês, palavras ambivalentes, contraditórias, que vão tirar o sono, que vão incomodar. As palavras que eu elegi foram: o Direito, a Justiça, a luta, a disputa, a dor e angústias, as alegrias, e a palavra que eu destaco: o desafio. O desafio de saber como vai ser o dia que desperta. E aí nesses dias mais angustiantes, é preciso ter esperança, acreditar. A Ordem vai estar aqui como companheira nessa caminhada, e também aqueles que sempre estiveram no seu lado”, destacou Verônica.
REFLEXÃO
O secretário geral da OAB-ES, que presidiu a cerimônia, fez o discurso de encerramento. Ele convidou todos a refletir: “Quero fazer com vocês uma reflexão de qual é o papel que exercemos nesta sociedade, qual o papel que esta instituição exerce nessa sociedade.
“Somos nós que damos voz àqueles que precisam recorrer à Justiça. No fundo, se em algum momento precisarmos recorrer à Justiça, teremos que fazê-lo através de uma advogada ou de um advogado. E isso faz com que tenhamos um papel essencial na construção de uma sociedade mais justa”.
“E quando vemos a OAB, que é uma instituição que congrega mais de 1 milhão e 50 mil advogadas e advogados, percebemos que ela é a instituição que naturalmente surge como aquela que vai representar a sociedade em questões que muitas vezes os poderes constituídos não dão relevância”.
“Por que a Ordem é aquela que defende os direitos humanos? Porque muitas vezes o direito do preso que é maltratado, humilhado, não é visto pelos poderes constituídos. E quando me tornei diretor da Ordem, descobri que nós somos a Casa que recebe 30, 40 denúncias por mês de maus-tratos”, alertou o secretário geral.
“Muitas vezes, quando um asilo de idosos está com problema, os poderes constituídos não olham, e então esta Casa é procurada para fazer a defesa daqueles que não têm voz”.
“E é isso que faz com que a nossa instituição seja muito mais que um simples conselho, porque além de ter a função corporativa que temos, fazemos esse papel de defesa da sociedade. E só o fazemos porque individualmente lutamos a cada dia para a correção das injustiças. O nosso papel na Constituição é dar voz àqueles que não a têm”, destacou o secretário Geral.
Brum também falou da concorrência na profissão: “A profissão vive um momento que não é fácil. Hoje nós entregamos a carteira de número 30.650, estamos entregando 2 mil carteiras por ano. Crescemos a base de advogados e advogadas da ativa em 10% ao ano.”
“Isso faz com que vocês possam perceber um cenário difícil para o início, meio e término da profissão. Porque essa é uma realidade que atinge a todos nós. Se a profissão traz essa dificuldade, ela traz belezas que nenhuma outra proporciona. Ninguém tem o prazer de dizer a um cliente que o Direito foi corrigido e receber de volta um olhar, um sorriso. Um juiz não vê o olhar de um cliente durante a leitura de uma sentença, um promotor muitas vezes se distancia daqueles que ele efetivamente defende. E esse brilho nos olhos é algo que nenhuma profissão jurídica pode devolver se não a advocacia”, destacou Ricardo Brum.
A entrega ocorreu no auditório da Ordem, que ficou lotado. Na mesa, o secretário geral da OAB-ES, Ricardo Brum; a diretora de Direitos Humanos, Verônica Bezerra, que foi paraninfa da turma; a presidente da Comissão Estadual da Advocacia em Início de Carreira (CEAIC), Natálya Assunção; o presidente da Caixa de Assistência dos Advogados do Espírito Santo (CAAES), Carlos Augusto Alledi de Carvalho; e os advogados Antônio Franklin e Ivan Moreira de Mello.
A primeira a dar as boas-vindas à jovem advocacia foi a paraninfa Verônica Bezerra. “São 30 advogados e advogadas que hoje estão aqui para pegar o passaporte da liberdade. Mas, antes de falar de vocês, preciso falar de outras pessoas: pais e mães, irmãos, filhos, companheiros e companheiras, e também dos inimigos, pessoas que nos forjam na caminhada da vida e produzem o que nós somos”, disse ela.
E salientou: “Não atuamos sozinhos no mundo e nem na vida. Nós somos reflexos daqueles que nos ladeiam. Muitas das vezes, na caminhada, esquecemos dessas pessoas, não dedicamos o tempo necessário. Então, se vocês estão aqui hoje, vieram por várias mãos. Por isso, a eles eu rendo minhas primeiras homenagens”, disse Verônica Bezerra.
PALAVRAS
Depois, a paraninfa se dirigiu aos novos membros da OAB-ES: “Vocês a partir de hoje têm uma nova responsabilidade. Muitos vão advogar, muitos não, muitos vão só fazer aquele período para fazer um concurso... Mas, mesmo assim, vocês têm uma responsabilidade maior, porque não importa onde atuem, precisa-se fazer a diferença”, observou ela.
“Algumas palavras vão fazer parte do dia a dia de vocês, palavras ambivalentes, contraditórias, que vão tirar o sono, que vão incomodar. As palavras que eu elegi foram: o Direito, a Justiça, a luta, a disputa, a dor e angústias, as alegrias, e a palavra que eu destaco: o desafio. O desafio de saber como vai ser o dia que desperta. E aí nesses dias mais angustiantes, é preciso ter esperança, acreditar. A Ordem vai estar aqui como companheira nessa caminhada, e também aqueles que sempre estiveram no seu lado”, destacou Verônica.
REFLEXÃO
O secretário geral da OAB-ES, que presidiu a cerimônia, fez o discurso de encerramento. Ele convidou todos a refletir: “Quero fazer com vocês uma reflexão de qual é o papel que exercemos nesta sociedade, qual o papel que esta instituição exerce nessa sociedade.
“Somos nós que damos voz àqueles que precisam recorrer à Justiça. No fundo, se em algum momento precisarmos recorrer à Justiça, teremos que fazê-lo através de uma advogada ou de um advogado. E isso faz com que tenhamos um papel essencial na construção de uma sociedade mais justa”.
“E quando vemos a OAB, que é uma instituição que congrega mais de 1 milhão e 50 mil advogadas e advogados, percebemos que ela é a instituição que naturalmente surge como aquela que vai representar a sociedade em questões que muitas vezes os poderes constituídos não dão relevância”.
“Por que a Ordem é aquela que defende os direitos humanos? Porque muitas vezes o direito do preso que é maltratado, humilhado, não é visto pelos poderes constituídos. E quando me tornei diretor da Ordem, descobri que nós somos a Casa que recebe 30, 40 denúncias por mês de maus-tratos”, alertou o secretário geral.
“Muitas vezes, quando um asilo de idosos está com problema, os poderes constituídos não olham, e então esta Casa é procurada para fazer a defesa daqueles que não têm voz”.
“E é isso que faz com que a nossa instituição seja muito mais que um simples conselho, porque além de ter a função corporativa que temos, fazemos esse papel de defesa da sociedade. E só o fazemos porque individualmente lutamos a cada dia para a correção das injustiças. O nosso papel na Constituição é dar voz àqueles que não a têm”, destacou o secretário Geral.
Brum também falou da concorrência na profissão: “A profissão vive um momento que não é fácil. Hoje nós entregamos a carteira de número 30.650, estamos entregando 2 mil carteiras por ano. Crescemos a base de advogados e advogadas da ativa em 10% ao ano.”
“Isso faz com que vocês possam perceber um cenário difícil para o início, meio e término da profissão. Porque essa é uma realidade que atinge a todos nós. Se a profissão traz essa dificuldade, ela traz belezas que nenhuma outra proporciona. Ninguém tem o prazer de dizer a um cliente que o Direito foi corrigido e receber de volta um olhar, um sorriso. Um juiz não vê o olhar de um cliente durante a leitura de uma sentença, um promotor muitas vezes se distancia daqueles que ele efetivamente defende. E esse brilho nos olhos é algo que nenhuma profissão jurídica pode devolver se não a advocacia”, destacou Ricardo Brum.

