Secretário-geral da Ordem afirma que irá aprimorar o controle financeiro
O secretário-geral da OAB-ES, Marcus Felipe Botelho Pereira, ao comentar sobre os trabalhos que vêm sendo desenvolvidos durante pouco mais de um mês de gestão, afirmou, nesta segunda-feira (04), que estão sendo criados procedimentos gerenciais e financeiros para toda operação na OAB-ES.
A finalidade é integrar os setores internos, priorizando a transparência e a economia dos recebimentos e gastos, objetivando uma política de gestão financeira eficiente, que contribuirá para a clara prestação de contas da entidade. A ação faz parte do novo momento da Ordem, que passa por uma reestruturação financeira e organizacional.
“Esse controle passará pelas Subseções com o levantamento da situação financeira de cada comarca, uniformizando o processo de prestação de contas, até mesmo em atenção ao Provimento 132/09 do CFOAB, que determina que cada Subseção tenha um CNPJ”, frisou o secretário-geral.
Todos esses atos, de acordo com o secretário-geral, deixarão a OAB-ES preparada para, se precisar, atender a demanda do TCU de prestação de contas à União. “Temos hoje ainda vigendo uma decisão do TCU determinando que a partir de 2020 a OAB preste contas ao Tribunal. Nós acreditamos que essa decisão será cassada pelo STF e o CFOAB já se movimenta nesse sentido. Mas enquanto não temos uma resposta sobre isso a OAB-ES tem que estar preparada, caso essa prestação de contas ao TCU se torne realidade. Mas além de tudo, a Ordem precisa ser o máximo transparente possível, porque lidamos com o dinheiro do advogado e ele quer saber onde esse dinheiro está sendo gasto.”
Além dessa nova proposta interna, a Ordem também desenvolve uma nova característica de mais envolvimento e construção de diálogo com as instituições públicas.
Nessa linha, o secretário-geral, Marcus Felipe Botelho Pereira, representou a OAB-ES e compôs a mesa de autoridades durante a cerimônia de posse dos deputados estaduais na Assembleia Legislativa, na última sexta-feira (04).
“A presença da Ordem na mesa de honra na solenidade da casa legislativa demostra a visão que a Ales tem da OAB como instituição civil. Sabemos que existem muitas atividades legislativas que exigem da Ordem uma atenção por conta de suas atribuições legais, portanto precisamos participar efetivamente do dia a dia da Assembleia. Por isso, também, que uma das nossas propostas é aumentar o diálogo com as instituições. Ainda que não se chegue a um consenso, a conversa será feita. Essa é nossa característica”, frisou Marcus Felipe.
O secretário-geral completou dizendo que: “A independência da Ordem será sempre mantida. Nossa atuação está isenta de qualquer subordinação.”

