Seccionais devem seguir o exemplo da OAB-ES e também criar tabelas de diligências
O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado Coêlho, encaminhou mensagem a todos os presidentes de Seccionais para que sejam criadas Tabelas de Honorários de Diligências. No ofício, ele destaca, ainda, a recente votação, no Conselho Federal, do novo Código de Ética e Disciplina a ser promulgado, afirmando que a inobservância do valor mínimo de cada tabela, inclusive referentes à diligências, caracteriza aviltamento de honorários e consequente falta ética.
A recomendação para criação de Tabelas de Diligências foi aprovada na última reunião do Colégio de Presidentes das Seccionais, realizada em Vitória nos dias 28 e 29 de abril. O debate teve como referência a iniciativa pioneira da OAB-ES de instituir a sua tabela. A proposta inicial foi apresentada ao Conselho Seccional pela Comissão Estadual de Advogados em Início de Carreira (CEAIC).
Para a presidente da CEAIC, Natálya Assunção, o Conselho Federal comprova que apoia a jovem advocacia. "Quando o presidente Marcus Vinicius esteve aqui reunido com os jovens advogados e tomou conhecimento da instituição da nossa tabela ele assumiu o compromisso de levar a proposta ao Colégio de Presidentes das Seccionais e foi istso que aconteceu", disse.
Natálya Assunção afirmou ainda: “Também precisamos agradecer muito ao Conselho Seccional e à Presidência que ficaram sensíveis a nossa causa e aprovaram a Tabela de Diligências. Muitos jovens advogados sobrevivem dessas diligências, e é inaceitável fazermos audiências recebendo trinta ou cinquenta reais.”
“Esperamos que as demais Seccionais também criem suas tabelas e tenhamos honorários dignos não só para os jovens advogados, mas para toda a classe”, acrescentou a presidente da CEAIC.
Natálya Assunção fez questão de frisar que a mobilização e união da classe é essencial para obter conquistas como a instituição das tabelas de diligências. “Hoje aqui no Estado somos cerca de seis mil e no Brasil chegamos a quase 30%. Precisamos mostrar nossa força, precisamos participar das nossas atividades, das nossas reuniões, porque somos o futuro da advocacia, da OAB. A Ordem deve ser sempre valorizada e quanto mais participarem, mas força ganharemos.”

