Presidente da OAB-ES fala sobre PJe durante cerimônia de entrega de carteira



A necessidade imperiosa da implantação gradual do Processo Eletrônico Judicial (PJe) foi um dos temas em destaque no discurso proferido pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Espírito Santo (OAB-ES), Homero Junger Mafra, durante a cerimônia de entrega de carteira aos 48 novos advogados, nesta terça-feira (24). “O Processo Eletrônico vem como imposição e não como deveria ser, garantindo uma transição lenta. Talvez o PJe seja o sonho dos que querem uma justiça sem povo, sem partes, sem advogados.” Veja fotos

“Querem implantar um Processo Eletrônico num país que não tem internet banda larga. Eles não pensam como vai ficar o advogado ou pior, o jurisdicionado de São José do Calçado ou de Bom Jesus. Em um país pobre, o Judiciário impõe o processo eletrônico como se fosse o melhor do mundo e a salvação de todos os males. Este processo vem para trazer, não uma solução, mas para trazer o afastamento dos advogados, que são esses chatos que incomodam os juízes com seus pedidos e manifestações”, enfatizou Homero Mafra.

A solenidade aconteceu no auditório da sede da Ordem, em Vitória, com a participação de familiares e amigos dos novos advogados.

Compuseram a mesa, além do presidente da Seccional, a vice-presidente da Ordem, Flávia Brandão Maia Perez, o diretor tesoureiro, Vinicius José Lopes Coutinho, o secretário adjunto , Luciano Rodrigues Machado, o presidente da Caixa de Assistência dos Advogados do Espírito Santo (CAA-ES), Carlos Augusto Alledi de Carvalho, e o conselheiro seccional, Rivelino de Souza Amaral. 

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