Presidente da Comissão da Igualdade Racial condena caso de racismo no Carnaval
Um ato de racismo, que não pode ficar impune. Foi assim que a presidente da Comissão da Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Espírito Santo (OAB-ES), Patrícia Silveira, classificou a publicação feita pelo universitário Lucas Almeida nas redes sociais.
Lucas tirou uma foto de três jovens negros no Carnaval de Vitória - Igor Vieira Rocha, de 18 anos, Weverson Souza, de 17, e Iarley Duarte, de 23, e colocou a legenda "Vou roubei seu celular", gíria usada para dizer que o ladrão foi tão rápido que não deu tempo de terminar a frase.
Para o universitário, tudo não passou de uma "brincadeira". Para os jovens, que foram chamados de ladrões e sofreram a discriminação na pele, no entanto, não houve graça nenhuma.

Patrícia Silveira esclarece que, ao associar os jovens negros - os quais sequer conhecia - à imagem de assaltantes, o autor da postagem ofendeu não só a eles, mas a todos os negros. E lembra que o racismo, crime imprescritível, ocorre quando uma condura discriminatória é dirigida a uma coletividade, de acordo com a Lei 7.716, de 1989.
"Esse tipo de situação não pode mais ser permitida", disse a presidente da Comissão, em entrevista ao jornal A Gazeta. Ela alerta que, como a polícia monitora as redes sociais para procurar acusados de crimes, os jovens poderiam até ter sido considerados suspeitos, sofrendo consequências por algo que não fizeram.
Para a advogada, a ação civil é a melhor forma de acabar com esse tipo de comportamento, por afetar o bolso do autor do racismo. "Só assim eles vão repensar seus atos", defende.
Os jovens que foram vítimas da postagem levaram o caso à polícia e pretendem também fazer uma representação cível contra o universitário autor da foto, em uma ação por danos morais.
Lucas tirou uma foto de três jovens negros no Carnaval de Vitória - Igor Vieira Rocha, de 18 anos, Weverson Souza, de 17, e Iarley Duarte, de 23, e colocou a legenda "Vou roubei seu celular", gíria usada para dizer que o ladrão foi tão rápido que não deu tempo de terminar a frase.
Para o universitário, tudo não passou de uma "brincadeira". Para os jovens, que foram chamados de ladrões e sofreram a discriminação na pele, no entanto, não houve graça nenhuma.

Patrícia Silveira esclarece que, ao associar os jovens negros - os quais sequer conhecia - à imagem de assaltantes, o autor da postagem ofendeu não só a eles, mas a todos os negros. E lembra que o racismo, crime imprescritível, ocorre quando uma condura discriminatória é dirigida a uma coletividade, de acordo com a Lei 7.716, de 1989.
"Esse tipo de situação não pode mais ser permitida", disse a presidente da Comissão, em entrevista ao jornal A Gazeta. Ela alerta que, como a polícia monitora as redes sociais para procurar acusados de crimes, os jovens poderiam até ter sido considerados suspeitos, sofrendo consequências por algo que não fizeram.
Para a advogada, a ação civil é a melhor forma de acabar com esse tipo de comportamento, por afetar o bolso do autor do racismo. "Só assim eles vão repensar seus atos", defende.
Os jovens que foram vítimas da postagem levaram o caso à polícia e pretendem também fazer uma representação cível contra o universitário autor da foto, em uma ação por danos morais.

