Participantes lotam curso sobre Processo Penal e aprovam dinâmica e tema
O fechamento do curso sobre “Polícia Judiciária e Sistemas de Investigação Preliminar no Processo Penal Brasileiro” foi um sucesso. O auditório da Ordem ficou lotado durante as palestras dessa quarta-feira (26) com uma ampla discussão tratando do valor probatório do inquérito policial no sistema acusatório.
As palestras proferidas tanto pelo delegado federal Sandro Dezan, quanto pelo advogado criminalista e especialista em direito penal e processo penal Leonardo Gagno foram acompanhadas com muita atenção pelos participantes que puderam receber importantes informações e sanar suas dúvidas.
Segundo o palestrante Sandro Dezan, a proposta foi abordar uma temática nova, com a tendência de inclusão da investigação no conceito de processo em sentido amplo. “A partir desse modelo, de ser a investigação criminal uma fase do processo, e da função garantista do inquérito policial como "filtro" da justa causa para o processo, desenvolvemos argumentos favoráveis à aplicação de uma série de direitos fundamentais aos investigados”, explicou.
O delegado federal enfatiza que “o assunto é polêmico, desperta questionamentos diversos e incentiva o advogado a repensar o alcance de sua participação proativa perante a polícia judiciária, como tarefa indispensável à administração da justiça.” Sandro Dezan também salientou o interesse e preparo dos participantes.
Ao comentar sobre o curso o palestrante Leonardo Gagno afirmou que “o tema é essencial para o momento que vivemos hoje na advocacia criminal, onde grande parcela de provas produzidas na fase pré-processual. Na ocasião, tivemos a oportunidade de debater com os colegas e trazer posicionamento doutrinário e jurisprudencial recente de como a comunidade jurídica tem encarado esse debate no Brasil.”
Na pesquisa feita pela ESA com os participantes o resultado foi muito positivo, pois os alunos expuseram sua satisfação com o curso e a dinâmica das palestras, que foram ministradas de forma direta e clara.
Durante o curso também ministraram palestras os delegados de polícia civil Bruno Zanoti e Rodolfo Laterza, o advogado e diretor de departamento de ciências criminais da ESA, Tiago Fabres

