OAB-ES denuncia e CNJ oficia Corregedoria de Justiça do Estado sobre violação de prerrogativa
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a pedido da OAB-ES, oficiou à Corregedoria Geral de Justiça do Espírito Santo para que apure denúncia de violação de prerrogativas, praticado por uma juíza que atua no sul do Estado, por violação das prerrogativas.
Ré no processo, a juíza, de forma agressiva e constrangedora para com os advogados, negou-lhes atendimento.
A OAB-ES atua na defesa desses advogados.
Não satisfeita com a legítima defesa preparada pela OAB para os profissionais, a magistrada chamou os advogados e, na presença das testemunhas, vociferou: “vocês ligaram para a OAB, pois saibam que a OAB está abaixo de mim (neste momento, ela faz um sinal em que aponta para a sola dos pés)." E completou: "Sou uma magistrada, não sou obrigada a atender advogados.”
Sereno e cônscio do importante papel que a OAB tem dentro do processo jurídico e democrático e das orientações dos tribunais superiores, o presidente da Ordem, Homero Junger Mafra, ressaltou que “dizer que não está obrigada a receber advogado é a negação de tudo, inclusive das orientações do CNJ e do STJ sobre o tema.”

