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Publicado em 24 de Novembro de 2010 • 14:47
Geraldo Gomes de Paula foi agredido no dia 22 de novembro de 2007, no Departamento Judiciário de Vitória, após uma discussão com o policial, que o impediu de falar com um cliente que havia sido preso. O advogado desmaiou no local e foi levado para o hospital, falecendo três dias depois. No laudo apresentado pelo Instituto Médico Legal (IML), na época, foram confirmadas várias lesões e traumatismo craniano.
A morte do advogado ganhou repercussão nacional e deixou perplexa toda a classe advocatícia. Uma manifestação foi realizada pela OAB-ES no dia do velório e tomou às ruas de Vitória. O protesto contou com a presença do presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, que esteve na capital para cobrar a apuração da morte do colega. Na ocasião, o Tribunal de Justiça do Estado, o Tribunal Regional do Trabalho e a Justiça Federal suspenderam todos os prazos e atos processuais, inclusive audiências, em toda a Grande Vitória, em apoio ao movimento organizado pela Ordem.
O tenente do Batalhão de Missões Especiais da Polícia Militar, Rafael Bonicen, responsável pela morte do advogado, foi condenado há quatro anos de prisão em regime semi-aberto. A condenação do policial foi um marco para o cumprimento das prerrogativas constitucionais dos advogados. Bonicen foi condenado pelo crime de lesão corporal, seguida de morte.
O filho do advogado, Vander Ferreira, lembra da morte do pai com tristeza e espera, ainda, que o policial seja excluído dos quadros da PM. "Ele até hoje não perdeu a farda", afirmou. Ferreira também aguarda pela conclusão na justiça do processo de idenização.
24/1/2010
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