OAB convida para missa na Catedral em memória do advogado Geraldo Gomes de Paula nesta quinta, dia 25
Geraldo Gomes de Paula foi agredido no dia 22 de novembro de 2007, no Departamento Judiciário de Vitória, após uma discussão com o policial, que o impediu de falar com um cliente que havia sido preso. O advogado desmaiou no local e foi levado para o hospital, falecendo três dias depois. No laudo apresentado pelo Instituto Médico Legal (IML), na época, foram confirmadas várias lesões e traumatismo craniano.
A morte do advogado ganhou repercussão nacional e deixou perplexa toda a classe advocatícia. Uma manifestação foi realizada pela OAB-ES no dia do velório e tomou às ruas de Vitória. O protesto contou com a presença do presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, que esteve na capital para cobrar a apuração da morte do colega. Na ocasião, o Tribunal de Justiça do Estado, o Tribunal Regional do Trabalho e a Justiça Federal suspenderam todos os prazos e atos processuais, inclusive audiências, em toda a Grande Vitória, em apoio ao movimento organizado pela Ordem.
O tenente do Batalhão de Missões Especiais da Polícia Militar, Rafael Bonicen, responsável pela morte do advogado, foi condenado há quatro anos de prisão em regime semi-aberto. A condenação do policial foi um marco para o cumprimento das prerrogativas constitucionais dos advogados. Bonicen foi condenado pelo crime de lesão corporal, seguida de morte.
O filho do advogado, Vander Ferreira, lembra da morte do pai com tristeza e espera, ainda, que o policial seja excluído dos quadros da PM. "Ele até hoje não perdeu a farda", afirmou. Ferreira também aguarda pela conclusão na justiça do processo de idenização.
24/1/2010
