Ministro quase é barrado na portaria do TJE



O ministro conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Jefferson Kravchychyn, viveu momentos de constrangimento no Fórum Cível de Belém, ontem (18) pela manhã. O magistrado foi abordado e quase passou por uma revista pelo segurança do prédio. Sem se identificar como ministro, e, sim, como advogado, Kravchychyn indignou-se com a orientação recebida pela funcionário do Fórum. 'Você não vai revistar minha mochila, vai? Isso é proibido por lei', disse ele, que também foi enfático ao afirmar: 'ou todos passam ou ninguém passa'. Ele referia-se à inspeção que é feita pelos seguranças do prédio somente em advogados. Magistrados, servidores públicos e até entregadores de mercadorias ficam isentos da revista.

Kravchychyn, que faz visita aos fóruns da cidade para o lançamento da Cartilha de Defesa das Prerrogativas dos Advogados, na verdade, preferiu não se identificar como ministro para sentir na pele como são tratados os advogados no Pará. 'Zelar pela segurança é muito importante. O problema é a forma que está sendo feita, que é discriminatória', asseverou o magistrado. 'Será que só advogado é criminoso?'.

O ministro veio a Belém a convite da Ordem dos Advogados do Brasil - seção Pará (OAB-PA) para a Aula Magna de abertura do ano letivo da Escola Superior de Advocacia (Esa), que tem como tema 'A defesa em juízo das prerrogativas dos advogados como bem jurídico coletivo'. O fato foi levado ao conhecimento da vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJE), desembargadora Raimunda Gomes Noronha. Acompanhada pelos desembargadores Sérgio Lima, titular do Fórum Criminal, e Margui Bittencourt, diretora do Fórum Cível, a magistrada conversou com o ministro.

Fonte: O LIBERAL | PODER - CNJ | JEFFERSON KRAVCHYCHYN

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