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Publicado em 14 de Setembro de 2010 • 15:30
Marina Silva explicou que tem proposto em seu programa uma Constituinte exclusiva "como uma idéia para debate" e como forma de viabilizar reformas no Estado e no sistema político-eleitoral. Ela disse não acreditar na viabilidade de uma reforma política no país, que esbarra sempre nos interesses políticos pessoais e acaba não saindo do papel. "A reforma pode ajudar, mas é parte de um longo caminho a percorrer; ela não é panacéia que vai solucionar a situação; todos se comprometem com a reforma política durante a campanha eleitoral mas depois fazem a reforma do seu compromisso".
Ao responder indagações de conselheiros da OAB, a candidata se mostrou cética também em relação à proposta de instituição de listas pré-ordenadas nas eleições parlamentares, entendendo que ela burocratizará a política e subtrairá o poder individual do eleitor; se declarou também contra o voto facultativo, entendendo que ele pode favorecer "o recrutamento pelos bolsões". Sobre o financiamento de campanha, disse ser a favor de um sistema misto, onde haja previsão tanto de financiamento público quanto particular, sobretudo aquele que estimule a participação do cidadão. Para ela, mais importante hoje "é discutir não o Estado provedor, mas um Estado-necessário, que seja eficiente para dar à sociedade brasileira os meios para que possa se desenvolver e ter acesso a bens e serviços capazes de melhorar sua qualidade de vida".
Marina Silva foi a última a falar no ciclo de discussões sobre o tema reforma política, promovido pela OAB Nacional e que contou também com participação dos candidatos José Serra (PSDB) e Plínio Sampaio (PSOL). Também convidada, a candidata Dilma Roussef (PT) não compareceu e enviou documento ao presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, explicando as razões.
Fonte: OAB
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