Notícias

Maria do Rosário defende apuração dos crimes da ditadura

Publicado em 05 de Janeiro de 2011 • 14:56

Maria do Rosário defende apuração dos crimes da ditadura
No seu discurso de posse, a nova ministra da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, defendeu a responsabilização do Estado pelas violações cometidas pelos militares durante a ditadura. Para ela, essa é uma dívida com os familiares e com os desaparecidos políticos.

Na presença do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que polemizou sobre esse assunto com o antecessor de Rosário, Paulo Vannuchi, a ministra ainda fez um apelo ao Congresso para aprovar a criação da Comissão da Verdade.

"Passados quase 50 anos, é mais que chegada a hora de agir com objetividade. Devemos dar seguimento ao processo de reconhecimento da responsabilidade do Estado por graves violações de direitos humanos, com vistas à sua não repetição, com ênfase no período 1964-1985, de forma a caracterizar uma consistente virada de página sobre esse momento da História do país", disse Maria do Rosário no seu discurso, de 18 páginas.

"Devemos isso às famÍlias daqueles que foram mortos ou estão desaparecidos. Devemos aos que viveram aquele período e empenharam suas vidas generosamente, porque acreditavam na liberdade e na democracia. Eles nos trouxeram até aqui.

A ministra afirmou que "não se trata jamais de revanche" e disse que as Forças Armadas são parte desse processo de superação e de entendimento: "Existe também desejo nas Forças Armadas de ter esse processo concluído", disse ela.

Mas, em outra cerimônia de posse, ontem, ficou claro que a posição de Rosário deverá causar divisões no governo Dilma, assim como ocorreu no anterior.

Perguntado sobre a criação da Comissão da Verdade, o novo chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general José Elito, disse que os militares são servidores públicos e seguirão as orientações do Estado. Mas deixou claro que os abusos devem apenas ser tratados como fato histórico:

"Temos que ver o 31 de março de 1964 como dado histórico de nação, seja com prós e contras, mas como dado histórico da nação. Da mesma forma, os desaparecidos são História da nação, de que não temos que nos envergonhar ou nos vangloriar. Nós temos que enfrentar e estudar, discutir e conversar como fato histórico. Guerra do Paraguai não se fala em pró e contra?"

Segundo o general, é hora de olhar para a frente: "Temos é que pensar para a frente, na melhoria do nosso país para as nossas gerações, e podemos estar perdendo tempo, espaço, velocidade se ficarmos sendo pontuais em situações isoladas do passado".

Rosário, porém, demonstrou outro ponto de vista ao defender a criação da Comissão Nacional da Verdade: "Somente conhecendo os fatos e reconhecendo os erros é que conseguiremos escrever novas e melhores páginas da nossa História."

 

Fonte: O Globo

 

05/01/2011

NOTÍCIAS RELACIONADAS

CNJ afasta desembargadora do TRT-17 após episódio com presidente da OAB-ES

NOTÍCIAS

CNJ afasta desembargadora do TRT-17 após episódio com presidente da OAB-ES

A diretoria do Conselho Federal da OAB participará, ao lado da OAB Espírito Santo, do desagravo público marcado para o dia 22 de julho, às 13h,...

Confira o padrão de respostas definitivo e o resultado preliminar da 2ª fase do 46º EOU

NOTÍCIAS

Confira o padrão de respostas definitivo e o resultado preliminar da 2ª fase do 46º EOU

Os examinandos podem conferir as respostas esperadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV)

Nota de Desagravo Público

NOTÍCIAS

Nota de Desagravo Público

A advocacia não reivindica privilégios. Exige apenas o respeito institucional que a Constituição da República, a Lei nº 8.906, de 1994, e o E...

Em sessão histórica, Conselho Pleno da OAB-ES aprova Desagravo Público em face de desembargadora do TRT-17

SESSÃO EXTRAORDINÁRIA DO CONSELHO PLENO

Em sessão histórica, Conselho Pleno da OAB-ES aprova Desagravo Público em face de desembargadora do TRT-17

A presença de ex-presidentes da OAB-ES marcou a Sessão Extraordinária, que evidenciou a atuação firme da Seccional na defesa intransigente da ...