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Publicado em 02 de Dezembro de 2010 • 14:29
A obra, publicada pela editora Datadez/Notadez, explica porque o cidadão, que se encontra na linha de imunidade, na tabela do imposto de renda, está sendo tributado naqueles valores destinados a garantir as suas necessidades básicas. Neste caso se aplica, de forma evidente, a imunidade do mínimo existencial garantido pelo princípio da dignidade humana, que vem a ser um direito fundamental.
"Com o estudo da tributação do mínimo existencial, é possível identificar o comprometimento real ao desenvolvimento pessoal do cidadão. O que eu mostro, no livro é que, neste caso, o imposto a mais cobrado da população de baixa renda, representa total violação constitucional, já que o poder público é omisso quando vem corrigindo a tabela do imposto de renda com percentuais abaixo da inflação do período", esclarece Luiz Cláudio Allemand.
Para ele "o trabalhador com salário de até R$ 2.452,90 deveria estar na linha de imunidade. Hoje, no entanto, a isenção atinge apenas quem tem rendimento de até R$ 1.499,15. Diante desses números, é possível constatar que o contribuinte brasileiro é tributado em mais R$ 953,75", disse.
Com menos dinheiro para atender as suas necessidades básicas, o contribuinte não alcança o pleno exercício do inciso IV do Art. 1º da Constituição Federal que, defende que a dignificação do ser humano passa pelos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa.
"Portanto, se pode inferir que a Constituição adotou, como princípio, o desenvolvimento individual do homem, decorrência lógica do princípio da dignidade da pessoa humana", acrescentou Allemand.
Ele conclui que é nítida a ligação entre o princípio da dignidade da pessoa humana e o mínimo existencial. "A insistência em tributar valores discriminados abaixo da primeira faixa da tabela do imposto de renda, seria o mesmo que retirar do cidadão a garantia de acesso à educação, saúde e moradia, garantias fundamentais que o Estado não consegue prover", defende Luiz Cláudio Allemand.
Ação social
Todo dinheiro arrecadado com a venda do livro "A Tributação do Mínimo Existencial - Desindexação da Tabela do Imposto de Renda" será doado ao Instituto João XXIII, do bairro Itararé, Vitória. A instituição cuida de crianças carentes.
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