Ônibus Rosa

Juizado Itinerante da Lei Maria da Penha presta atendimento no bairro Feu Rosa, na Serra



O Juizado Itinerante da Lei Maria da Penha, também conhecido como Ônibus Rosa, estacionou nesta sexta-feira (10/12), das 8h às 16h, no bairro Feu Rosa, na Serra (na rua Vitória Régia, em frente à Unidade de Saúde do bairro). Advogadas da OAB-ES prestaram atendimento voluntário às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

Esta edição do projeto é uma parceria entre a Comissão da Mulher Advogada da Seccional; a Comissão da Mulher da Advogada da 17ª Subseção; o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) e a Subsecretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, da Prefeitura Municipal da Serra.

Além dos atendimentos jurídicos, houve também, aferição de pressão, glicose, assim como agendamentos de preventivo, mamografia, dentre outros serviços.

A vice-presidente da OAB-ES e da Comissão da Mulher Advogada, Anabela Galvão e a secretária-geral, Genaina Ferreira de Vasconcellos, acompanharam todo o trabalho. A juíza Hermínia Azoury, que é a coordenadora do projeto, esteve no ônibus prestando atendimento.

Anabela Galvão comenta sobre o objetivo desta ação: “O nosso objetivo principal é atender mulheres que sofrem de violência doméstica, pois, infelizmente, aumentou muito a quantidade desses casos e de feminicídio também”, explica.

A presidente da Comissão da Mulher Advogada da 17ª Subseção da Serra, Thuzza Machado, destaca a importância do projeto para as mulheres do município. “Para nós, é importante essa parceria, pois há um número muito elevado de casos de violência doméstica, de quebra de medidas protetivas, de feminicídios. Portanto, é muito simbólico para mulheres, advogadas, militantes, a presença do Ônibus Rosa, para que as vítimas se sintam empoderadas, para sair dessa situação”.

“O Juizado Itinerante (Ônibus Rosa) é um instrumento de trabalho maravilhoso para nós, porque ele vai onde está a mulher, a vítima. É uma alegria poder participar de mais uma edição do projeto. Um momento singular para o judiciário e para a sociedade serrana”, diz a juíza Hermínia Azoury.

Além dos atendimentos, as mulheres receberam materiais informativos como a cartilha com a Lei Maria da Penha, o “Assediômetro” e o “Violentômetro”, que orientam a vítima sobre o momento para buscar ajuda e a identificar quando um elogio vira assédio ou quando se está em um relacionamento abusivo, por exemplo. Foi distribuída, também, a Cartilha da Cidadania, em forma de história em quadrinhos para crianças.



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