Intervenção direta do presidente da OAB-ES garante acesso de advogada a cliente
Segunda relatou a própria advogada, Carla Pedreira, sem a interferência da Ordem ela muito provavelmente não teria conversado a sós com seu cliente, inclusive sem a presença dos agentes federais que o acompanhavam.
Na última sexta-feira, Carla Pedreira solicitou ao presidente Homero Mafra a intervenção da Ordem, já que não estava conseguindo obter informações sobre seu cliente. "Ele vinha de Rondônia, para a sessão de julgamento marcada para esta segunda, mas nem mesmo a juíza titular sabia me dizer quando ele de fato chegaria nem para qual presídio seria levado", explicou a advogada.
"O doutor Homero, prontamente, entrou em contato com o secretário de Justiça (Ângelo Roncalli). O secretário garantiu que eu teria acesso ao cliente recomendando que fosse mantido contato com o diretor do Digesp (Diretoria Geral dos Estabelecimentos Penais). Durante todo final de semana, não só eu, mas o próprio doutor Homero ficou monitorando, até sermos informados que meu cliente só chegaria ao estado na madrugada de domingo", acrescentou.
"Nesta segunda, doutor Homero me acompanhou pessoalmente e garantiu o encontro reservado com meu cliente. Agora à tarde, também estarei com ele no presídio, antes que retorne para Rondônia", ressaltou a advogada.
Carla Pedreira fez questão de destacar que o presidente da Ordem permaneceu ao seu lado até o fechamento da ata da sessão, que acabou não sendo realizada por ausência de testemunhas.
Ela aproveitou, ainda, para criticar a permanência de seu cliente em um presídio fora do Estado. "Este deslocamento teve um custo altíssimo, inclusive com pagamento de diárias. A permanência dele em Rondônia também dificulta a própria defesa", disse.
04/07/2011
