Homero Mafra: 11 de setembro, nem golpe nem terror



Neste 11 de setembro o mundo lembra e lamenta o ataque terrorista às Torres Gêmeas. 11 de setembro é um dia triste na história, marca um atentado terrorista em Nova York, mas marca, também, a derrubada de um presidente constitucionalmente eleito do Chile, Salvador Allende, por um golpe militar que instalou a ditadura mais dura do Cone Sul, a ditadura do general Pinochet, armada e apoiada pelos Estados Unidos.

No dia 11 de setembro temos que lamentar o ataque às torres e temos que lamentar o golpe perpetrado contra o presidente Allende, que resultou no seu assassinato.

11 de setembro é um dia de luto e de dor, 11 de setembro é um dia de atentado à democracia. Um contra os Estados Unidos, outro contra o governo constitucional chileno, neste caso, apoiado pelos Estados Unidos.

É preciso festejarmos a democracia, é preciso festejarmos a vida e lamentarmos os atos de terror, sejam eles feitos contra os Estados Unidos ou contra um governo constitucionalmente eleito, sejam eles feitos por aqueles que nós chamamos de homens que fazem atentados suicidas, movidos por interesses menores, sejam eles praticados por homens de farda que se levantam contra a democracia.

11 de setembro exige reflexão: nem golpe nem terror.

Homero Junger Mafra

Presidente da OAB-ES

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