Força-Tarefa

Em reunião com a OAB-ES, secretário da Segurança informa que força-tarefa está apurando assassinato de advogado



O secretário de Estado da Segurança Pública, coronel Nylton Rodrigues, anunciou, durante encontro com a advocacia no início da noite desta segunda-feira (23), que uma força-tarefa está investigando o assassinato do advogado Emerson Vieira, morto com seis tiros no último sábado no bairro Jardim Marilândia, em Vila Velha. 
A força-tarefa é composta por policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic, da qual a Delegacia Patrimonial faz parte). O seretário disse que não descarta nenhuma linha de investigação.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Espírito Santo (OAB-ES), Homero Mafra, pediu celeridade no desfecho do caso e agradeceu o empenho do secretário. Ele disse ter ficado muito satisfeito com o resultado do encontro.
"Em primeiro lugar eu quero deixar claro que a advocacia está recebendo todo o apoio da Secretaria da Segurança. O objetivo foi ouvir, nós saímos muito satisfeitos com o que ouvimos, tem uma força-tarefa, não se exclui nenhuma possibilidade e nós acreditamos que muito em breve, com o esforço que a Polícia Civil está fazendo, teremos a solução da trágica morte do Emerson", disse o presidente da Ordem.
"O que o secretário nos disse é que as coisas estão andando. A polícia mantém sigilo sobre as investigações, mas nós estamos confiantes, acreditamos nas autoridades do nosso Estado. Coronel Nylton tem feito um trabalho excepcional, a DHPP está fazendo um grande trabalho, e hoje existe uma força-tarefa da DHPP e da Patrimonial para investigar este caso", disse Homero Mafra.
"Eu acho que num primeiro momento, no dia do crime, a gente sentiu falta de um delegado, depois Dr Felipe Pimentel chegou. Nós viemos aqui ao mesmo tempo ouvir e agradecer. Nós exigimos a apuração, mas essa exigência não tem um tom de cobrança, e sim de mobilização", salientou o presidente da OAB-ES.
Participaram da reunião, além do presidente da Ordem, cerca de 20 advogados, que pediram agilidade na apuração. Além do coronel Nylton Rodrigues, estavam na reunião o chefe da DHPP, delegado José Lopes, o delegado geral da Polícia Civil, Guilherme Daré, o delegado Felipe Pimentel Dias, que no dia do assassinato foi ao local do crime, e o titular da Delegacia de Crimes contra a Vida de Vila Velha, Ricardo Almeida.
Advogados criminalistas relataram ao secretário da Segurança e aos delegados que estão preocupados e que precisam saber se o crime que vitimou Emerson foi latrocínio ou algo ligado à sua profissão.

SAMIRA

Durante o encontro da advocacia com a cúpula da Segurança Pública do Estado, o presidente da Ordem, Homero Mafra, também pediu empenho para que não pairem dúvidas sobre as circunstâncias da morte da advogada Samira Zani, que morreu ao cair de um prédio em Chácara Parreiral, na Serra, no último sábado. Inicialmente, a morte foi tratada como suicídio, porque ela deixou uma carta de despedida, mas após vasculhar o celular da advogada, a polícia encontrou uma mensagem que dizia: "Caso eu seja morta, investigue".

O presidente da OAB-ES pediu que a polícia apure o caso para afastar ou não a possibilidade de um feminicídio, e para que a família da advogada não fique sem uma resposta. "Não pode haver dúvida. Fazemos um apelo para a elucidação da morte dela para dar um conforto aos pais", pediu Homero Mafra. Advogadas presentes à reunião também pediram respostas para o caso.

O secretário da Segurança garantiu que o caso está sendo apurado pela Divisão de Homicídio e Proteção à mulher.
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