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Conselheiro do CNJ destaca importância de ouvir a advocacia durante visita à OAB-ES

Publicado em 12 de Março de 2026 • 14:10

Conselheiro do CNJ destaca importância de ouvir a advocacia durante visita à OAB-ES
Ouvir a advocacia é fundamental, especialmente no interior, onde a atuação profissional tem impacto direto na vida das pessoas e nas decisões que afetam a sociedade.” A afirmação é do conselheiro e ouvidor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Marcelo Terto, que esteve na sede da OAB-ES, na manhã desta quinta-feira (12), acompanhado pela presidente da entidade, Erica Neves, e pelo conselheiro federal Flávio Cheim, antes da agenda institucional no interior do estado.

Após passar pela Seccional, o conselheiro seguiu para a Subseção da Ordem em Nova Venécia, onde participa de uma audiência pública destinada a ouvir advogados e cidadãos sobre temas relacionados ao funcionamento do sistema de Justiça. Já nesta sexta-feira (13), ele estará em Colatina para ministrar uma palestra sobre litigância abusiva e seus impactos no Judiciário.

Durante a visita, Terto destacou o papel do CNJ como órgão de cúpula do Poder Judiciário responsável pelo controle e pela formulação de políticas públicas judiciárias. Segundo ele, a composição plural do Conselho, que reúne representantes de diferentes instituições, justifica a presença da OAB no colegiado, não apenas como representante da advocacia, mas também da cidadania.

O conselheiro também ressaltou a importância de ouvir a advocacia em diferentes regiões do país, especialmente no interior, onde a atuação profissional tem impacto direto na vida das pessoas. Para ele, o debate sobre litigância abusiva precisa considerar não apenas a necessidade de organização do sistema de Justiça, mas também a preservação do acesso ao Judiciário e da qualidade das decisões.

Segundo Terto, a preocupação da advocacia é fundamental para evitar que políticas de gestão do Judiciário se limitem à lógica de produtividade. “É importante que essa atividade moralizadora do sistema de Justiça não seja banalizada nem leve o Judiciário a atuar apenas sob a lógica da quantidade de processos julgados. Existe um fator humano por trás de cada processo, e a advocacia traz essa sensibilidade para o debate”, pontuou.

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