Comunidades e movimentos sociais protestam e pedem Justiça para irmãos executados no Morro da Piedade
Nesta quarta-feira (28), a partir das 15h, a comunidade da Piedade e de outros morros e comunidades, juntamente com os movimentos sociais, realizará um grande ato Contra o Extermínio da Juventude Negra e em Memória dos jovens Ruan e Damião Reis, executados no último domingo, no Morro da Piedade, em Vitória.
“Parem de nos matar!” será o grito que eles pretendem ecoar nas ruas do Centro da Capital, cobrando ações efetivas para o enfrentamento do extermínio de jovens negros e negras e a apuração da execução dos dois irmãos.
O ato foi decidido durante uma grande plenária ocorrida na segunda-feira (26), na Casa do Cidadão, em Itararé, que reuniu representantes de comunidades e diversas lideranças dos movimentos sociais. A concentração será no início da Avenida Jerônimo Monteiro e os participantes marcharão até o Palácio Anchieta, onde pretendem entregar ao governador do Estado, Paulo Hartung, uma pauta de reivindicações.
No percurso haverá homenagens à Ruan e Damião, com apresentações de capoeira, bateria de escola de samba e passistas. Além disso, cartazes, faixas, cruzes e bandeiras serão levados. Familiares, amigos, moradores e representantes das organizações sociais se pronunciarão no carro de som.
Além do ato, a plenária decidiu pela criação de um espaço permanente de luta contra o extermínio da juventude negra no Espírito Santo. A próxima reunião do movimento já está marcada para o dia 4 de abril.
Leia aqui a íntegra da Nota de Solidariedade emitida pela Diretoria de Direitos Humanos da OAB-ES
Como explica o coordenador do Círculo Palmarino - organização ligada ao Movimento Negro - , um dos organizadores do protesto, Lula Rocha, são dois os objetivos da manifestação: cobrar a apuração a respeito da execução de Ruan e Damião e a implantação de políticas públicas efetivas de enfrentamento ao extermínio da juventude negra.
"Não podemos deixar esse crime ficar impune. E não podemos mais admitir que tantos jovens negros morram em nossas comunidades, e a gente não tenha nenhuma política efetiva", diz. E completa: "Ainda com muita dor por conta desta triste execução, nós tomaremos as ruas com esses dois objetivos".
Os jovens Damião Marcos Reis, 22 anos, e seu irmão Ruan Reis, de 19, foram executados com mais de 40 tiros a 200 metros de casa, no último final de semana. Damião era passista da escola de samba da Piedade e dava aula em um projeto social de Vitória, onde ensinava a adolescentes e jovens a prática da capoeira.
“Parem de nos matar!” será o grito que eles pretendem ecoar nas ruas do Centro da Capital, cobrando ações efetivas para o enfrentamento do extermínio de jovens negros e negras e a apuração da execução dos dois irmãos.
O ato foi decidido durante uma grande plenária ocorrida na segunda-feira (26), na Casa do Cidadão, em Itararé, que reuniu representantes de comunidades e diversas lideranças dos movimentos sociais. A concentração será no início da Avenida Jerônimo Monteiro e os participantes marcharão até o Palácio Anchieta, onde pretendem entregar ao governador do Estado, Paulo Hartung, uma pauta de reivindicações.
No percurso haverá homenagens à Ruan e Damião, com apresentações de capoeira, bateria de escola de samba e passistas. Além disso, cartazes, faixas, cruzes e bandeiras serão levados. Familiares, amigos, moradores e representantes das organizações sociais se pronunciarão no carro de som.
Além do ato, a plenária decidiu pela criação de um espaço permanente de luta contra o extermínio da juventude negra no Espírito Santo. A próxima reunião do movimento já está marcada para o dia 4 de abril.
Leia aqui a íntegra da Nota de Solidariedade emitida pela Diretoria de Direitos Humanos da OAB-ES
Como explica o coordenador do Círculo Palmarino - organização ligada ao Movimento Negro - , um dos organizadores do protesto, Lula Rocha, são dois os objetivos da manifestação: cobrar a apuração a respeito da execução de Ruan e Damião e a implantação de políticas públicas efetivas de enfrentamento ao extermínio da juventude negra.
"Não podemos deixar esse crime ficar impune. E não podemos mais admitir que tantos jovens negros morram em nossas comunidades, e a gente não tenha nenhuma política efetiva", diz. E completa: "Ainda com muita dor por conta desta triste execução, nós tomaremos as ruas com esses dois objetivos".
Os jovens Damião Marcos Reis, 22 anos, e seu irmão Ruan Reis, de 19, foram executados com mais de 40 tiros a 200 metros de casa, no último final de semana. Damião era passista da escola de samba da Piedade e dava aula em um projeto social de Vitória, onde ensinava a adolescentes e jovens a prática da capoeira.

