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Publicado em 18 de Abril de 2011 • 17:32
Ao longo dos 12 anos do Pavivis, mais de 3.500 casos de violência sexual foram acompanhados. Todos os pacientes receberam atendimento médico e psicológico conforme o Protocolo do Ministério da Saúde e também usufruíram de acompanhamento por profissionais de saúde mental e de serviço social, além de possuírem orientação jurídica.
Quando solicitado, o Pavivis também elabora relatórios de atendimento às vítimas a fim de instruir inquéritos policiais e processos judiciais. Como se não bastasse, o Programa também é referência em aborto legal no Espírito Santo. O Pavivis também realiza ações educativas e preventivas, incluindo treinamentos, capacitações e palestras, em especial para profissionais da educação e da saúde.
Em razão da precarização sofrida a partir de 2009, o programa foi obrigado a reduzir sua atuação apenas para vítimas mulheres maiores de 18 anos, excepcionalmente atendendo crianças e adolescentes encaminhados pelo Poder Judiciário, por Conselhos Tutelares ou por Delegacias especializadas.
Apesar do importantíssimo apoio do Hospital Universitário "Antonio Cassiano de Moraes", atualmente o Pavivis sofre com o descaso e com a falta de profissionais especializados para lidarem com situações tão específicas e que exigem profundos conhecimentos técnicos.
Não resta dúvida de que a violência sexual é um tema com o qual todos se sensibilizam. No entanto, o Programa de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual está sendo, pouco a pouco, abandonado pelo poder público e atualmente conta com apenas três profissionais para atenderem a casos de violência sexual de todo o Espírito Santo.
Diante da atual situação do Pavivis e levando em consideração a importância que este programa teve e continua a ter na vida de milhares de crianças, adolescentes e mulheres vítimas de violência sexual, viemos a público pedir o apoio da sociedade civil e sobretudo do Estado para que não se deixe sucumbir este projeto que tantas vidas ainda pode ajudar.
Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil/ES
Conselho Estadual de Direitos Humanos
18/04/2011
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