CNJ
Publicado em 13 de Março de 2026 • 13:24
A falta de respeito à atuação profissional foi uma das principais reclamações apresentadas pela advocacia da região noroeste do Espírito Santo durante audiência pública realizada na Subseção da OAB-ES de Nova Venécia, nesta quinta-feira (12). As manifestações ocorreram na presença do ouvidor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Marcelo Terto, que esteve na cidade para ouvir as demandas da advocacia local.
Durante a audiência, advogados relataram que encontram dificuldades na Primeira Vara Cível de Nova Venécia, apontada como foco de reclamações relacionadas ao atendimento institucional e à condução de atos processuais. Segundo os profissionais, situações dessa natureza acabam impactando diretamente o exercício da advocacia e a própria prestação jurisdicional à sociedade.
Ao se manifestar, Marcelo Terto afirmou que sua presença no encontro tem como objetivo cumprir o papel institucional de escuta da advocacia e representar a Ordem no CNJ. “Estou aqui, em primeiro lugar, cumprindo um papel cívico e, em segundo, atendendo à responsabilidade de quem representa a Ordem dos Advogados com a confiança da advocacia em um dos assentos que nos foram confiados no CNJ”, afirmou.
O conselheiro destacou ainda que situações relacionadas à condução de unidades judiciárias podem gerar impactos significativos no sistema de Justiça. “Sabemos do drama vivido aqui em Nova Venécia. Às vezes, tudo se concentra em uma única unidade judiciária, e o dano que uma condução inadequada pode provocar, especialmente quando há desrespeito à advocacia, é muito grave”, pontuou.
A presidente da Subseção de Nova Venécia, Lélia Tavares, destacou a importância da presença do ouvidor do CNJ na região e ressaltou o esforço da atual gestão da Ordem em ampliar o diálogo com a advocacia do interior. “Desde o início da gestão, a presidente Erica Neves tem demonstrado atenção ao interior, promovendo ações que aproximam a advocacia da gestão da Seccional. Receber o ouvidor aqui no norte do estado é um gesto de sensibilidade democrática, especialmente diante das violações de prerrogativas que temos enfrentado na região”, afirmou Lélia.
A presidente da OAB-ES, Erica Neves, também destacou a gravidade das violações de prerrogativas relatadas pela advocacia da região e reforçou a importância da atuação institucional da Ordem no enfrentamento dessas situações. “Temos percorrido todo o Espírito Santo e enfrentado diferentes desafios, mas em Nova Venécia a situação é a mais grave e muito longe dos desafios encontrados em outras comarcas. A gigante maioria da magistratura estadual respeita a advocacia e é comprometida com a entrega para sociedade que passa pelo respeito às prerrogativas da advocacia.”
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