Cerimônia de despedida do conselheiro Osvaldo Bergi é marcada por homenagens e emoção
Segundo o presidente da OAB-ES Homero Junger Mafra, esta perda é irreparável para a advocacia capixaba. "A advocacia perde uma referencia ética. Bergi era um exemplo de advogado que não existe mais, um exemplo para as novas gerações, com uma postura séria e íntegra", afirmou.
"Perdemos um ser humano exemplar, um homem que construiu todo um patrimônio de amor ao próximo, sem fazer alarde disso. O Conselho perde, eu pessoalmente perco alguém que esteve ao meu lado, que emprestou a solidariedade, o nome, mas, sobretudo, perdem os capixabas e perde a advocacia", disse o presidente da Seccional.
O conselheiro seccional Márcio Brotto de Barros, que trabalhou com Osvaldo Bergi por quase 20 anos, também falou sobre o colega. "Eu costumo falar que, além de ser meu sócio por quase 20 anos, Bergi foi o exemplo que eu tive na minha vida profissional, na minha vida pessoal. Ele sempre foi um exemplo de ética, de trabalho duro, árduo, e que, com certeza, fez escola e vai fazer muita falta", ressaltou o conselheiro.
O juiz federal aposentado Antonio Cruz Neto também se referiu a Bergi como um exemplo de advogado e de pessoa. "Muito correto, muito honesto, muito ético. É uma perda muito grande para advocacia do ES", afirmou.
Para o advogado Aroldo Limonge,que conheceu Osvaldo Bergi ainda na época de estudante, fica a saudade. "O Bergi foi um colega de turma, foi um pai exemplar, um filho exemplar, um extraordinário advogado, desses que o direito tributário registra como um criador. Com esta perda, o mundo fica menor. Menor em tamanho e em qualidade."
O desembargador José Carlos Risk também conheceu o conselheiro federal, ainda na juventude. "Conheci Osvaldo Bergi ainda jovem, ele era realmente uma figura humana ímpar. Era um excelente advogado tributarista e, inclusive, meu filho teve a honra de estagiar no escritório dele. Como sua marca, ele deixa registrada uma figura absolutamente competente e um ser humano da melhor qualificação", afirmou.
O conselheiro federal Luiz Cláudio Allemand, emocionado, não conseguiu dar declarações sobre o colega.
Além de amigos e parentes, dezenas de crianças do Instituto João XXIII, fundado e presidido por Osvaldo Bergi há 11 anos, estiveram no cemitério. Em meio a lágrimas, cantaram em homenagem ao conselheiro federal.
"A gente tem uma grande perda no sentido de ele ter sido um visionário, um empreendedor social, porque ele é um homem que sempre se preocupou com o bem-estar do próximo. A perda dele também é um marco no sentido de que precisamos continuar a desenvolver o seu trabalho. Essa é a marca que ele deixa pra gente, de alguém que se preocupou com o próximo", afirmou Fernando Modenesi, relações públicas do Instituto João XXIII.
As obras sociais de Osvaldo Bergi também foram lembradas pelo conselheiro seccional José Hildo Sarcinelli: "É preciso uma homenagem ao grande advogado que ele era, à pessoa que ele era e, acima de tudo, da obra social que ele deixou. Era admirável como ele não só ajudava materialmente essa obra, mas como cuidava com carinho pessoalmente de todas as questões dessa obra social que ele tinha. É um ser humano da melhor qualidade que se vai. Ele vai fazer muita falta."
09/04/2011
