Sul do Estado

Caravana da OAB-ES e CAAES leva doações a vítimas das chuvas



Uma caravana com representantes da Ordem dos Advogados do Brasil –Seccional Espírito Santo (OAB-ES) e da Caixa de Assistência aos Advogados (CAAES) esteve em Iconha e Alfredo Chaves, nesta quarta-feira (22/01), levando doações arrecadadas de mantimentos, água, roupas e materiais de limpeza para as vítimas das fortes chuvas que atingiram esses municípios. 

No grupo estiveram a vice-presidente da OAB-ES, Anabela Galvão; a presidente da Comissão de Direitos Sociais, Mayara Nogueira; o presidente da CAAES, Aloisio Lira; conselheira da OAB-ES, Lorena Gaudio, além de profissionais da advocacia, dentre outros representantes.



Na oportunidade, eles visitaram a 10ª Subseção de Itapemirim que fica localizada no município de Iconha e se reuniram com a advocacia local e discutiram alternativas para ajudar os profissionais da classe que tiveram escritórios e documentos destruídos pela chuva.



Em sua fala e bastante emocionada afirmou que não poderia deixar de estar presente juntamente com a CAAES e prestar solidariedade e apoio ao município e aos capixabas que perderam todos os seus bens.



“Nós da OAB, estamos aqui para prestar apoio e a nossa casa está de portas-abertas para todos vocês e a advocacia atingida por essa tragédia”, comentou.
Segundo o Corpo de Bombeiros, foram seis mortes e mais de 400 famílias desalojadas. No município de Iconha, cerca de 30 comunidades estão isoladas por conta dos efeitos que a chuva deixou.

Após a visita em Iconha, o grupo seguiu viagem para o município de Alfredo Chaves.



Em solidariedade, a Ordem está recolhendo em suas seccionais doações para as vítimas das chuvas. Às subseções de Colatina, Cariacica, Guarapari e Linhares ou à sede da Ordem no Centro de Vitória continuam recebendo as doações, principalmente, materiais de limpeza e de higiene pessoal.

Relato emocionado

A advogada Mayara Nogueira, que acompanhou a caravana, fez um relato sobre a dor de presenciar a destruição nos dois municípios. "A tragédia tem um cheiro que não é televisionado. Estar em Iconha e Alfredo Chaves e ver de perto o rastro deixado pela incontida força da água foi algo a um só tempo devastador e um exercício de crença no que há de mais humano. Doeu e dói ver famílias perdendo entes queridos, bens e memórias construídas ao longo de toda uma vida. Reconstruir, por mais óbvio que possa parecer, significa construir de novo. Mas como construir mais uma vez se as condições de construção e os momentos de vida não são os mesmos? Como construir de novo tendo como base dores e destroços? É justamente da matéria humana e suas vicissitudes a chave encontrada pela comunidade para (re)significar o que tem sido vivido: nas doações que não param de chegar dos mais diversos municípios; das 300 marmitas/dia feitas pelas mulheres de Pongal cada uma delas com mensagem de encorajamento escrita de próprio punho (“você não está sozinho”, “fé”, “esperança”); dos braços que com enxadas retiram a lama e dos olhos embotados de lágrimas. Vi em Iconha o povo salvar o povo. Vi em Iconha, através da Ordem, Comissão de Direitos Sociais e da CAAES, a preocupação da advocacia salvar o advogado, que é quem salva o povo. Hoje a Ordem verdadeiramente se mostrou um braço da sociedade; hoje a Ordem se mostrou estar a frente dos interesses da classe".

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