Artigo da vice-presidente da Ordem Nara Borgo sobre o Dia Internacional da Mulher
Vice-presidente da OAB-ES, Nara Borgo, fala sobre o Dia Internacional da Mulher.
No dia 08 de março de 1857 operárias de uma fábrica de tecidos, em Nova York, fizeram uma grande greve para reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, equiparação salarial com os homens. A greve foi duramente reprimida. As mulheres foram trancadas na fábrica, que foi incendiada, e mais de cem delas foram mortas.
Foi em homenagem à luta dessas mulheres que o dia 08 de março foi escolhido como Dia Internacional da Mulher. Portanto, mais do que comemorar, esta data é importante para refletirmos sobre a desigualdade de gênero.
Apesar das conquistas alcançadas e do reconhecimento que é dado ao papel da mulher na sociedade, a presença feminina no mercado de trabalho, na política e nos espaços de poder é muito pequena.
As mulheres são minoria nos cargos eletivos, nos cargos de chefia (seja em empresas privadas ou em cargos públicos) e ainda recebem salários 30% mais baixos que os homens quando exercem as mesmas funções.
Olhando para a advocacia, o cenário não é tão diferente. Mas foi percebendo tal assimetria que a OAB elaborou o Plano Nacional de Valorização da Mulher Advogada, cujo relator foi o presidente da OAB-ES, Homero Mafra. O objetivo é defender as prerrogativas das mulheres advogadas, elaborar propostas que protejam a mulher em seu exercício profissional, entre outras medidas que visam garantir a igualdade de gênero.
Inúmeras ações serão promovidas com intuito de promover o respeito, a defesa e o fortalecimento dos direitos e das prerrogativas da mulher advogada e, para que haja um aumento efetivo da participação feminina, é preciso que as mulheres advogadas se aproximem se façam presentes no dia-a-dia da OAB. Precisamos unir forças em nome de uma advocacia que assegure direitos iguais porém respeitando nossas diferenças.
Que o dia de hoje sirva para refletirmos em conjunto e para continuarmos na luta por igualdade e reconhecimento.

