Renata Peixoto Santos Costa

A nova realidade do ensino remoto na educação brasileira

Incialmente, imperioso destacar que atualmente estamos suportando uma pandemia global do novo coronavírus e em razão disso, merecem ser considerados alguns aspectos vinculados à adoção de metodologias e ao uso de tecnologias voltadas para aprendizagem dos estudantes, especialmente quanto à substituição das aulas presenciais por virtuais, isto é, o ensino remoto.

Destarte, sobre a educação, é importante observar o disposto na Constituição Federal de 1988, em seu art. 205, no qual dispõe ser direito de todos e dever do Estado e da família, sendo promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. Nesse sentido, considerando um cenário de suspensão das atividades presenciais, o Conselho Nacional de Educação, instruiu os sistemas e às redes de ensino, de todos os níveis, etapas e modalidades, sobre a necessidade de novas formas de atividades escolares e acadêmicas por conta de ações preventivas à propagação da COVID-19, ou seja, para a utilização das plataformas de ensino de conteúdos e recursos virtuais.

Pois bem, é marcante que não se pode estabelecer qualquer estratégia sem a escuta e a participação dos professores, das famílias e toda a comunidade escolar, assim como a proposição de políticas não podem ser reduzidas a meras atividades curriculares mediadas pela tecnologia.

Nestes termos, a deferência aos princípios que orientam o uso da educação a distância e o uso de quaisquer dispositivos de ensino remoto implica, entre outros, no planejamento e gestão compartilhada, domínio e autonomia dos sujeitos para o acesso aos recursos disponíveis, e de igual maneira o acompanhamento e avaliação, ademais, a pesquisa e extensão, inovação e orientação de estudantes a distância, com o uso e o acesso às tecnologias de comunicação e informação, carecem de mais análises a serem realizadas, seja sobre o investimento necessário para dar suporte aos professores, seja sobre a realidade dos estudantes que precisam de acesso.

Isto posto, depreende-se que o aqui exposto seja considerado como inspiração para a retomada de posicionamentos em favor do investimento na ciência, do papel da pesquisa e da valorização dos conhecimentos já acumulados e igualmente, para que as instituições de ensino, entes públicos e privados de gestão, ofertem cursos de aperfeiçoamento aos professores em programas de educação conectada para utilização de novas tecnologias, que fomentem os diferentes estilos de ensino, criem materiais com acessibilidade, evoluam com relação ao uso do ensino remoto, tudo com o propósito de estimular a habilidade de aprendizagem autônoma dos estudantes e também, para a planificação dos recursos educacionais das mudanças que certamente serão permanentes na educação brasileira.
 
Renata Peixoto Santos Costa
Advogada, pós-graduada em Direito Público, membro da Comissão de Direito Educacional da OAB-ES e acadêmica no curso de Licenciatura em Educação Física da UFES.
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