Campanha
Sinal Vermelho: OAB-ES adere Campanha do CNJ que ajuda vítimas de violência doméstica na pandemia
Publicado em 24 de Junho de 2020 • 15:47
Mulheres em situação de violência são, infelizmente, uma realidade no Brasil e, em tempos de isolamento, elas enfrentam mais um problema: a dificuldade em denunciar os agressores. Diante desse cenário, a OAB-ES, por meio da Comissão da Mulher Advogada, aderiu à campanha Sinal Vermelho para a Violência Doméstica.
A ação foi lançada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e busca ajudar mulheres em situação de violência a pedirem ajuda nas farmácias do país.
As denúncias de violência contra a mulher seguem sendo feitas pelo Disque 180, no entanto, as mulheres ganharam mais um local para pedirem ajuda. As farmácias estão sendo orientadas para entenderem o #sinalvermelho desenhado nas mãos como pedido de socorro.
Devemos ponderar que estamos em momento crítico, aguçado com o distanciamento social recomendado, ocasião em que as pessoas são estimuladas a ficarem em casa. Isso coloca, por maior quantidade de tempo, o agressor doméstico em convívio com a vítima.
Segundo informa o sítio eletrônico da ONU, desde os primórdios da declaração de situação de pandemia, recomendou-se aos países aumentar o investimento em serviços on-line e em organizações da sociedade civil; garantir que os sistemas judiciais continuem processando os agressores; estabelecer sistemas de alerta de emergência em farmácias e mercados. Também recomenda declarar abrigos para vítimas de violência de gênero como serviços essenciais; criar maneiras seguras para as mulheres procurarem apoio, sem alertar seus agressores; evitar libertar prisioneiros condenados por violência contra mulheres; ampliar campanhas de conscientização pública, principalmente as voltadas para homens e meninos.
“A OAB tem estado presente em todos os debates que discutem a temática, bem como auxiliado na divulgação dos canais de denúncia. Por isso, estarmos juntos nesta importante campanha que veio a facilitar o pedido de socorro de mulheres que sequer podem usar o telefone dentro de casa para denunciar sem que sejam descobertas pelo agressor que, na maioria das vezes, está ao seu lado. A farmácia é local neutro e vai auxiliar muito neste momento de pandemia”, explicou a presidente da Comissão da Mulher Advogada, Livia Cipriano Dal Piaz.
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