Notícias

Presidentes de Subseções criticam concentração de plantões da Polícia Civil no Norte do Estado apenas em Colatina e São Mateus

Publicado em 19 de Outubro de 2011 • 12:35

Presidentes de Subseções criticam concentração de plantões da Polícia Civil no Norte do Estado apenas em Colatina e São Mateus

A concentração dos plantões da Polícia Civil dos municípios do Norte do Estado apenas nas Delegacias de Polícia Judiciária de Colatina e São Mateus foi duramente criticada pelos presidentes das Subseções da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Espírito Santo (OAB-ES). O assunto foi um dos pontos da pauta da reunião da Comissão de Relacionamento com as Subseções, realizada na última sexta-feira (14), na sede da Seccional, em Vitória. Para os presidentes das Subseções, o Norte do Estado está abandonado.

“Isso é um absurdo. Ao invés de restringirem os plantões em comarcas, eles deviam aumentar o número de plantões, não tirar de um lugar e levar pra outro. Linhares é a maior cidade do Norte do Espírito Santo. É necessário termos o plantão não só no DPJ de Linhares, como também de toda a estrutura da Polícia Civil no Norte do Estado”, afirmou o presidente da Subseção de Linhares, Petrius  Abud Belmok.

O presidente da Subseção de Barra de São Francisco, Mauly Martins da Silva, afirma que este é um problema antigo do município. “Nós estamos nos sentindo desamparados. Qualquer detenção que ocorre a partir da sexta-feira, às 18 horas, os flagrantes são levados para Colatina e, às vezes, o detido não pode contar com a assistência do seu advogado de preferência. Tem também a questão econômica, o gasto com gasolina, e o pior, quando a polícia se desloca para Colatina, parte da cidade fica desguarnecida. Isso realmente tem nos causado uma preocupação muito grande.”

Desde o dia 7 de outubro deste ano, todos os flagrantes e registros de ocorrência da região norte são registrados apenas nos DPJs de Colatina e São Mateus durante as noites, aos finais de semana e nos feriados. A decisão foi anunciada pela Polícia Civil, no site da Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social. A situação obriga a população a viajar quilômetros para registrar ocorrências policiais.

O presidente da OAB-ES, Homero Junger Mafra, também condenou a decisão. “É lamentável que o Estado não se prepare para atender dignamente a população”. Ele cobrou providências: “É preciso que a Polícia Civil pare de trabalhar com remendos. É preciso que se equipe a Polícia Civil com pessoas e com material, para que se evite que cidades como Linhares fiquem sem plantões efetivos, obrigando o deslocamento da população para outras cidades e aumentando o clima de insegurança, pela distância entre a comunicação de um fato grave e o início da apuração dele."

O vice-presidente da Ordem, que também é presidente da Comissão de Relacionamento com as Subseções, Francisco Guilherme Maria Apolônio Cometti, também critica a situação. “Esse é um fato que aflige o Norte, aflige toda a sociedade capixaba, porque isso é um descaso da autoridade pública.”

A questão será tema da próxima reunião da Comissão de Relacionamento com as Subseções da OAB-ES, que será realizada no dia 18 de novembro, às 9 horas, na Subseção de Linhares.  Na ocasião, será realizado um ato público contra a concentração dos plantões da PC em Colatina e São Mateus.

“Eu acho importante que a reunião se transforme em um ato público. Um ato para chamar a atenção das autoridades, mostrar às autoridades a falta que está fazendo uma estrutura policial no norte do Estado. Acho que se esse pleito for atendido haverá uma redução significativa da criminalidade naquela região”, afirma Apolônio Cometti.

Para o presidente da  Subseção de Aracruz, Wellington Ribeiro Viana, o apoio da Seccional nessa questão é extremamente importante. “A OAB, aos olhos da sociedade, é o braço forte, é o apoio, o equilíbrio, na ânsia da sociedade de ver efetivamente o poder público fazer o seu serviço. Com a OAB à frente desse pleito, a sociedade será assistida e nós vamos, com certeza, resolver esse problema”, afirmou.

O presidente da Subseção de Linhares está otimista e acredita que o ato público será uma importante ferramenta de mobilização reverter a situação. “Os colegas de Subseção abraçaram a causa do Norte do Estado, porque é realmente o que acontece lá com relação à DPJ e aos serventuários da Justiça é um absurdo. Vamos fazer o ato público, chamar todas as autoridades, para tentar mobilizar essas pessoas, para sensibilizá-los de que a necessidade de Linhares é muito mais que um mero ‘achismo’ de um secretário de Estado ou de qualquer pessoa", concluiu Petrius Belmok.

 

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Atuação da advocacia preservou autos originais do Caso Araceli antes de incêndio no Arquivo Geral do TJES

CASO ARACELI

Atuação da advocacia preservou autos originais do Caso Araceli antes de incêndio no Arquivo Geral do TJES

O episódio demonstra como a atuação atenta da advocacia pode contribuir não apenas para a defesa dos interesses de seus clientes, mas também p...

Atuação da Comissão de Procuradores Municipais da OAB-ES resulta em reajuste de 107% para advogados públicos de Vila Pavão

ADVOCACIA MUNICIPAL

Atuação da Comissão de Procuradores Municipais da OAB-ES resulta em reajuste de 107% para advogados públicos de Vila Pavão

O projeto de lei foi encaminhado pelo prefeito João Trancoso à Câmara Municipal e aprovado pelos vereadores

OAB-ES participa da reunião do Conselho Pleno do Conselho Federal sobre a modernização da justiça e a revisão do provimento eleitoral

NOTÍCIAS

OAB-ES participa da reunião do Conselho Pleno do Conselho Federal sobre a modernização da justiça e a revisão do provimento eleitoral

Entre os assuntos tratados esteve a integração do Banco do Brasil com os tribunais para o processamento eletrônico de depósitos judiciais e alv...

Festa reúne mais de 2,5 mil pessoas e encerra semana de grandes eventos da advocacia no ES

FESTA DA ADVOCACIA

Festa reúne mais de 2,5 mil pessoas e encerra semana de grandes eventos da advocacia no ES

O evento encerrou uma semana de intensa mobilização da advocacia capixaba