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Publicado em 18 de Agosto de 2012 • 11:18
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Espírito Santo (OAB-ES), afirmou que é preciso aprofundar as investigações sobre as denúncias de desvio de verbas públicas no Instituto de Atendimento Socioeducativo (Iases) e que resultou na prisão, nesta sexta-feira (17), de 13 pessoas, entre essas Silvana Gallina, diretora-presidente do órgão, e Gerardo Bohorquez Mondragón, presidente entidade contratada para fazer a gestão da unidade, a Associação Capixaba de Desenvolvimento e Inclusão Social (Acadis).
A cobrança pública do presidente da Seccional foi feita na noite desta sexta-feira, durante a cerimônia de encerramento da V Conferência Internacional de Direitos Humanos, realizada em Vitória pelo Conselho Federal da Ordem.
Homero Mafra afirmou: “As denúncias recorrentes da sociedade civil contra as práticas do sistema socioeducativo do Estado do Espírito Santo tiveram um resultado que ninguém comemora, porque ninguém comemora uma prisão, mas tiveram o resultado da demonstração de que este sistema não se organiza sobre bases éticas, sobre bases republicanas, sobre bases e fundamentos dos direitos humanos.”
O presidente da OAB-ES disse, ainda: “É preciso que as investigações sejam aprofundadas e nós acreditamos que o governador Renato Casagrande, não os que dirigem o sistema do Iases e o sistema penal, saberá adotar as medidas necessárias.”
Homero Mafra denunciou, também, um fato ocorrido ao longo do dia: “Hoje a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados teve o desprazer de assistir na Penitenciária Regional de Colatina mais uma demonstração de que existe tortura.”
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