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Presidente da OAB-ES destaca o legado de Mandela na luta contra a opressão e pela igualdade

Publicado em 06 de Dezembro de 2013 • 16:33

Presidente da OAB-ES destaca o legado de Mandela na luta contra a opressão e pela igualdade

“O grande legado de Mandela é o da resistência e da luta contra a opressão, sem que nisso se traduza qualquer rancor”, afirmou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Espírito Santo, Homero Junger Mafra, ao comentar a morte do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, nesta última quinta-feira (05), aos 95 anos.

O presidente da Seccional ressaltou que mesmo ficando preso por 27 anos, ao sair da prisão Mandela “não levou com ele as dores das injustiças que sofreu”. “É possível resistir à opressão, combater as desigualdades, com toda a dureza necessária, mas sem rancor”, afirmou Homero Mafra.

“Mandela nos mostrou que é possível construir a igualdade, um mundo sem racismo, sem discriminação a quem quer que seja. Essa ideia de igualdade perpassa toda a vida dele”, acrescentou.

O presidente do Conselho Federal da Ordem, Marcus Vinicius Furtado Coelho, também lamentou o falecimento de Mandela. “O mundo perdeu um grande líder, que lutou pela igualdade de forma pacífica, símbolo da luta pela liberdade”, destacou o presidente da OAB.

Mandela formou-se em Direito em 1943 e logo depois abriu o primeiro escritório de advocacia formado por negros na África do Sul. Foi na lide diária que se conscientizou do abismo que separava negros e brancos no país, o que o motivou a partir para a vida política.

Sua luta em defesa dos direitos humanos é marcada pelo manifesto “Um homem, um voto”, que denunciava a disparidade da concentração do poder em sua pátria, onde 2 milhões de brancos dominavam 8 milhões de negros.

“Tudo parece impossível até que seja feito”

Como líder político Mandela foi perseguido e preso em 1962, quando iniciou na África do Sul o regime de segregação racial, Apartheid.

Preso por 27 anos, foi libertado em 1990. Três anos depois foi vencedor do prêmio Nobel da Paz e eleito presidente da nação em 1994, ano em que os negros puderam votar pela primeira vez.

Nelson Mandela foi responsável por elaborar o modelo de comissões para investigar crimes cometidos pelo Estado contra os cidadãos. A iniciativa deu origem às Comissões da Verdade nos países latino-americanos que sofreram com ditaduras.

Inspirada no modelo implantado por Mandela na África do Sul, a Comissão da Verdade no Brasil investiga os crimes políticos que aconteceram nos dois regimes ditatoriais da história brasileira: o Estado Novo, criado no governo de Getúlio Vargas entre 1937 e 1945, e a Ditadura Militar, ocorrida entre 1964 e 1985.

Com informações do Conselho Federal da OAB

 

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