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Presidente da OAB-ES destaca a desocupação pacífica da ALES como um momento histórico

Publicado em 13 de Julho de 2013 • 17:48

Presidente da OAB-ES destaca a desocupação pacífica da ALES como um momento histórico

“Nós vivemos nesta semana um momento histórico. Tradicionalmente uma ocupação sempre foi tratada como questão de polícia”, afirmou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Espírito Santo (OAB-ES), na manhã deste sábado (13), após acompanhar pessoalmente a saída pacífica dos manifestantes que, ao logo de 12 dias, permaneceram nas dependências da Assembleia Legislativa do Espírito Santo. Autodenomidado OcupaALES, o movimento tinha como principal objetivo pressionar os parlamentares estaduais a votarem o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que suspende a cobrança de pedágio na Terceira Ponte.

“A Mesa Diretora discutiu o tempo todo com os manifestantes. Os ocupantes demonstraram, também, uma invulgar disposição para o diálogo, o acordo. Então, eu penso que este momento é o fecho de um ciclo que fez história neste Estado”, declarou Homero Mafra.

Durante toda a ocupação, a OAB atuou como mediadora, seja por intermédio da presidente da Comissão de Direitos Humanos da Seccional, a conselheira Nara Borgo, seja na figura do presidente da Seccional, que, especialmente neste último dia de negociação, permaneceu na ALES das 16 horas de sexta-feira (12) até as 07 horas da manhã deste sábado (13), tempo da audiência de conciliação, que resultou no acordo de desocupação. Ao meio-dia, o presidente retornou à Assembleia para acompanhar a saída dos manifestantes. 

“A Ordem atuou como mediadora todo o tempo. Nós acompanhamos. Não não cabe fazer juízo de valor, mas elogiar o equilíbrio, a sensatez, a postura democrática de todos os agentes envolvidos neste processo, ocupantes e Mesa”, enfatizou Homero Mafra.

Também atuaram como mediadores, junto com a OAB, o presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Gilmar Ferreira, representantes da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Vitória, e a Pró-Reitora de Gestão de Pessoas e Assistência Estudantil da Universidade Federal do Espírito Santo, Maria Lúcia Casate.

A audiência de conciliação foi conduzida pelo juiz Marcelo Loureiro.  

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