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Presidente da OAB-ES cobra apuração das denúncias de violação de direitos humanos em presídios no ES

Publicado em 08 de Março de 2010 • 12:23

Presidente da OAB-ES cobra apuração das denúncias de violação de direitos humanos em presídios no ES
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Espírito Santo (OAB-ES), Homero Junger Mafra, declarou nesta segunda-feira (08) que irá oficiar ao Ministério Público Estadual e à Secretaria de Justiça para que informem sobre o que foi feito para apurar as graves denúncias de sistemáticas violações de direitos humanos nas unidades prisionais do Estado que constam do relatório elaborado pelo Consellho Nacional de Política Criminal e Penitenciária em abril do ano passado.

No próximo dia 15, as denúncias feitas pelo CNPCP serão discutidas em painel paralelo à reunião do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, segundo informações divulgadas na imprensa nacional neste domingo (07).

Homero Mafra lembrou que na ocasião em que o relatório foi apresentado, o então presidente da OAB-ES, Antônio Augusto Genelhu Junior, cobrou a apuração das denúncias. "Nós queremos cobrar a apuração dos fatos, reiterando o posicionamento de Genelhu", afirmou.

O presidente da OAB-ES disse, ainda, que é preciso que sejam discutidas e apuradas todas as notícias de violação de direitos humanos nos presídios e delegacias do Estado. "É inaceitável que o DPJ de Vila Velha continue com superlotação, que presos sejam mantidos em celas metálicas e que as notícias de tortura se avolumem a cada dia, ainda que de difícil apuração", afirmou.

Homero Mafra criticou também o manual de procedimento da Sejus. Segundo ele, o manual "avilta a dignidade humana e afronta vários dispositivos da Lei de Execução Penal."

Ao se referir às imagens brutais que constam do relatório produzido pelo CNPCP, Homero Mafra reafirmou: "É preciso apurar as responsabilidades, seja dos autores dos fatos, seja de quem, eventualmente, se omitiu". 

Homero Mafra concluiu ressaltando que espera do secretáro de Estado da Justiça, Angelo Roncalli, o cumprimento da promessa feita em janeiro deste ano de desativação de todas as celas metálicas ainda existentes no Espírito Santo até agosto deste ano.

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