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Publicado em 22 de Janeiro de 2014 • 20:05
O pedido feito pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES) ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) para tornar facultativo o uso de paletó e gravata durante o verão será apreciado, nesta quinta-feira (22), durante a sessão administrativa do Pleno.
O conselheiro federal Setembrino Idwaldo Netto Pelissari, 85 anos, defende a proposta da Seccional: “O trabalho dos advogados não ficará comprometido. Pelo contrário, o profissional se sentirá mais confortável para realizar seus compromissos com qualidade.”
No exercício da profissão desde 1954, Setembrino Pelissari lembrou que a cada ano os verões são mais intensos em razão das mudanças climáticas. “A temperatura tem atingido graus mais elevados, o asfalto produz mais calor, a sensação térmica é maior em uma cidade grande, o reflexo do calor é mais sentido”, afirmou, lembrando que não só os advogados, mas também os desembargadores e juízes sentem desconforto nesta época do ano.
“Desde que o advogado use um traje decente, compatível com a importância de uma audiência, não vejo nenhum problema. Eu mesmo suo muito e o uso da gravata neste calor é quase insuportável”, ressaltou.
No pedido encaminhado à Presidência do TJES, o presidente da Seccional, Homero Junger Mafra, destaca que em verão anterior o Tribunal admitiu que os advogados comparecessem aos atos processuais sem vestir o terno, como de costume. Homero Mafra garante, ainda, que os advogados saberão se vestir de modo adequado.
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