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"Patrulhamento preventivo não vai resolver a situação" - Leia em A Gazeta

Publicado em 20 de Janeiro de 2019 • 11:18

O jornal A Gazeta deste domingo (20) traz uma reportagem sobre “Busca por esconderijo de armas e disputa de facções leva terror aos morros”.

Abaixo, confira o posicionamento do presidente da Comissão de Segurança Pública da OAB-ES sobre a atuação de organizações de traficantes no Espírito Santo.

Para o presidente da Comissão de Segurança Pública da OAB e ex-secretário de Estado da Segurança, Henrique Herkenhoff, é necessário prender os responsáveis. “Basicamente é uma questão de investigar e prender as pessoas que estão fazendo esses movimentos. Não adianta tentar resolver esse problema com patrulhamento preventivo, porque naturalmente os criminosos têm os seus olheiros e sabem o momento em que a polícia está rondando, e a polícia não pode estar lá 24 horas por dia”, analisa.

Herkenhoff acredita que a estratégia de ter posto policial também não adianta, porque o PM está “preso” em um determinado lugar. “Não é uma estratégia suficiente. Só tem uma maneira: fazer a investigação, identificar os culpados e prender. É um trabalho de inteligência e investigação. Patrulhamento preventivo nesses casos não consegue resolver muita coisa. É uma situação paliativa”.

Ao prender os bandidos, há um desincentivo à prática do crime, defende o ex-secretário. “A partir do momento que o criminoso é preso, duas coisas acontecem: ele sente a consequência e os outros também percebem, porque o homicida não é solto em seguida. Isso serve como um desincentivo”, avalia. De acordo com Herkenhoff, o segundo ponto é que, quando há uma punição rápida, desmotiva a vingança do outro lado, pois a tendência é estabelecer guerras de tráfico.

“Se você consegue prender, consegue retirar o alvo dessa vingança. O autor do homicídio de hoje é a vítima de amanhã. Se você prende essa pessoa, diminui o ímpeto de uma vingança. A prisão sistemática já mostrou no Espírito Santo que consegue uma redução consistente no médio e longo prazo. A investigação não elimina a possibilidade de conflitos, mas vai diminuindo sistematicamente. Acho que tem solução, por meio da resposta que não é tão rápida, mas que é consistente, que dá um resultado que se mantém.”

Confira o posicionamento do presidente da Comissão de Segurança Pública sobre a projeto de anistia aos PMs do ES.

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