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OAB-ES reitera nota de repúdio do Conselho Federal contra racismo no futebol

Publicado em 05 de Setembro de 2014 • 18:17

OAB-ES reitera nota de repúdio do Conselho Federal contra racismo no futebol

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, emitiu nota, nesta quinta-feira (04), sobre os recentes atos de racismo, preconceito e intolerância ocorridos no futebol brasileiro. “A Ordem dos Advogados do Brasil, voz constitucional do cidadão, vem a público lamentar os atos de racismo praticados no futebol, ferindo de morte o dispositivo constitucional que assegura o tratamento igualitário de todos os brasileiros, sem preconceito de qualquer ordem, especialmente por motivo de origem racial.”

Para o presidente da Comissão de Igualdade Racial da Seccional, José Roberto de Andrade, o racismo que se constata hoje é o que sempre existiu. Ele enfatiza: “Não é algo novo, mas os casos têm se evidenciado. Acho que tem acontecido uma maior tomada de consciência sobre isso. Acredito que as denúncias estão aumentando e isso é bom.”

Diz ainda que “o time foi exemplarmente punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva ao ser banido do campeonato. A decisão massifica a luta contra o racismo, que deve ser combatido como qualquer outro tipo de violação dos direito humanos no Brasil. É impossível que nós tenhamos uma sociedade igualitária com este tipo de prática. Cabe a Ordem, a defesa e a vigilância do Estado de Democracia.”

Segundo a nota publicada no site do Conselho Federal da OAB, apenas este ano, são 12 os casos de racismo ocorridos no futebol brasileiro, sem falar nos casos não divulgados, não denunciados e não comprovados.

A OAB Nacional conclama toda a sociedade brasileira a unir esforços para o afastamento de seu meio dessa chaga que ainda mancha a nossa pátria. O racismo não pode ser tolerado para que possamos edificar uma nação livre, plural, democrática e verdadeiramente igualitária.

Os atos e cânticos racistas promovidos por fatias minoritárias de torcidas no futebol também são reflexo do pensamento autoritário que ainda povoa certos setores da sociedade brasileira, incapazes de aceitar e compreender o outro em sua integralidade e de respeitar a diversidade do ser humano.

 

Nota: Marcus Vinicius Furtado Coêlho

Presidente nacional da OAB

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