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Publicado em 22 de Agosto de 2014 • 18:33
Mais de 200 pessoas saíram em caminhada pelas ruas do centro de Vitória, na tarde desta sexta-feira (22), participando da II Marcha Internacional Contra o Genocídio do Povo Negro, com apoio da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES), que fez parte do comitê de organização do protesto, por intermédio da Comissão de Igualdade Racial.

Segundo Mirtes Santos, membro, membro do Coletivo Negrada, formado por estudantes negros e negras da Ufes, a organização aqui no estado tem sido organizada por vários movimentos. “A grande dificuldade é mobilizar a sociedade perante esta temática. Essa é a primeira vez em que o Espirito santo participa do movimento, que é internacional. Aqui temos uma discussão muito grande em cima do extermínio da juventude negra. É uma temática de morte, mas estamos falando de morte também da nossa cultura e religiões que são perseguidas. A luta é diária. Nós não tiramos nossa pele para sairmos de casa. O povo negro sempre esteve acordado para isso e agora estamos buscando um levante para que lutem contra a repressão”, explicou Mirtes Santos.

Para o professor universitário, Sérgio Pereira dos Santos, membro do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros, a marcha é uma tentativa de visibilizar a naturalização da violência cotidiana que jovens negros sofrem. “A gente verifica a identificação negra nestes casos de violência, mas na nas universidades, no mercado de trabalho ou concursos públicos nós não temos como definir quem é negro”, enfatizou Sérgio.
A marcha começou no Parque Tancredão, em Vitória, e a partir de 15h30 os participantes saíram em caminhada pelas ruas do bairro Caratoíra, rumo ao Museu Capixaba do Negro (Mucane), onde acontece o encerramento com atividades culturais.
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