Notícias

OAB-ES encaminha denúncia de suposta tortura ao Ministério Público

Publicado em 26 de Julho de 2016 • 15:40

OAB-ES encaminha denúncia de suposta tortura ao Ministério Público

Atualizada às 15:20 de 27/07

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES), após receber denúncia de suposto ato de tortura cometido no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP), finalizou o processo com as informações colhidas e o encaminhou ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e a Polícia Civil pra que os fatos sejam apurados. 

No vídeo, é possível ver um interno com as mãos algemadas nas costas, deitado no chão de uma sala visivelmente sem higiene e condições mínimas de internação. O local é chamado de enfermaria no Hospital de Custódia.

A Comissão de Direitos Humanos da OAB-ES instruiu o processo. Também foi utilizado no documento o relatório preliminar resultado da inspeção realizada no presídio no dia 29/06 pela comissão mista formada pela Ordem, pelo Comitê Estadual para a Prevenção e Erradicação da Tortura no Espírito Santo - CEPET/ES e pelo Conselho Estadual de Direitos Humanos e Defensoria Pública. Foi designada ainda uma advogada integrante da CDH/OAB-ES para acompanhar o caso de perto.

“É preciso que se apure os fatos. Só assim vamos conseguir individualizar a responsabilidade. O que aconteceu deve ser esclarecido. Nenhum caso de tortura pode ficar no esquecimento. As imagens são fortes. Polícia Civil e Ministério Público devem apurar o caso como dever de ofício”, disse a presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-ES, Verônica Bezerra.

“Qualquer pessoa que veja aquele vídeo, qualquer ser humano, a sensação é de indignação absoluta. E ela é ainda maior quando se descobre que foi feita em território do Estado, que é o responsável por zelar pela saúde e integridade física das pessoas que estão sob sua custódia. A única expressão possível para aquela cena é barbárie. Daquele tempo mais primitivo”, declarou o presidente da OAB-ES, Homero Mafra.

Apesar das fortes imagens, o presidente da OAB-ES acredita que o suposto ato de tortura não ficará sem reparação. “Se é verdade o que disse o governador do Estado na posse do secretário de Estado de Direitos Humanos, Julio Pompeu, que a secretaria foi feita com as pernas da sociedade civil, e foi mesmo, essas pernas não podem ser amputadas logo depois da posse do secretário. É preciso que se tome uma posição de Estado e que a tolerância zero com a tortura seja efetivada”, ponderou Homero Mafra.

 

 

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Articulação da Subseção da OAB-ES da Serra resulta na inauguração de duas salas de atendimento exclusivo à advocacia no Fórum Civil

CONQUISTA

Articulação da Subseção da OAB-ES da Serra resulta na inauguração de duas salas de atendimento exclusivo à advocacia no Fórum Civil

São duas salas com oito servidores disponíveis para auxiliar nas demandas relacionadas às diferentes áreas do Judiciário.

Atuação da advocacia preservou autos originais do Caso Araceli antes de incêndio no Arquivo Geral do TJES

CASO ARACELI

Atuação da advocacia preservou autos originais do Caso Araceli antes de incêndio no Arquivo Geral do TJES

O episódio demonstra como a atuação atenta da advocacia pode contribuir não apenas para a defesa dos interesses de seus clientes, mas também p...

Atuação da Comissão de Procuradores Municipais da OAB-ES resulta em reajuste de 107% para advogados públicos de Vila Pavão

ADVOCACIA MUNICIPAL

Atuação da Comissão de Procuradores Municipais da OAB-ES resulta em reajuste de 107% para advogados públicos de Vila Pavão

O projeto de lei foi encaminhado pelo prefeito João Trancoso à Câmara Municipal e aprovado pelos vereadores

OAB-ES participa da reunião do Conselho Pleno do Conselho Federal sobre a modernização da justiça e a revisão do provimento eleitoral

NOTÍCIAS

OAB-ES participa da reunião do Conselho Pleno do Conselho Federal sobre a modernização da justiça e a revisão do provimento eleitoral

Entre os assuntos tratados esteve a integração do Banco do Brasil com os tribunais para o processamento eletrônico de depósitos judiciais e alv...