Notícias

OAB-ES defende mais Justiça para o primeiro grau

Publicado em 10 de Junho de 2016 • 18:28

OAB-ES defende mais Justiça para o primeiro grau

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES), defende mais Justiça para o cidadão. Para tanto, luta pela valorização do primeiro grau no Judiciário e recebeu, na tarde desta sexta-feira (10), o presidente da Associação dos Magistrados do Espírito Santo (Amages), juiz Ezequiel Turíbio, e o Diretor da Escola Superior da Magistratura no Estado do Espírito Santo (Esmages), juiz Sérgio Ricardo de Souza.

A intenção da OAB-ES é agir para que as turmas recursais não sofram prejuízos e lutar pelo retorno dos servidores efetivos para as comarcas de origem. É importante lembrar que a Amages ingressou com uma ação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o corte promovido pela atual gestão. No próximo dia 22 haverá uma audiência de conciliação sobre a questão. A Ordem estuda ingressar nessa ação, decisão que será levada ao Conselho Seccional.

“Temos uma percepção clara da dificuldade do primeiro grau. Do jeito que está é insustentável. Os servidores precisam voltar para suas comarcas de origem. Um grande exemplo disso é a comarca da Serra com elevado número de servidores deslocados”, avaliou Homero Mafra.

O presidente da OAB-ES fez questão de destacar a preocupante situação dos colégios recursais, que são responsáveis por avaliar os recursos dos juizados especiais. “Para uma grande parcela da advocacia eles significam o mesmo que o Tribunal. Eles são o segundo grau, mas muito mais próximo do advogado no dia a dia. A preocupação com a falência do colégio recursal é muito grande”.

A direção da OAB-ES entende que o Tribunal precisa fazer cortes para se adequar a Lei de Responsabilidade Fiscal – atualmente o TJES gasta 6,20% da receita com pessoal, enquanto o limite é de 6% - mas entende que as medidas não podem gerar prejuízos aos jurisdicionados. A Ordem ainda questiona o que levou o Tribunal a esse fato. “Foi só queda de receita ou foram políticas e gestões equivocadas? O Tribunal precisa dar uma resposta a isso”, ponderou Mafra.

O presidente da OAB-ES ressaltou ainda que ao cortar assessores das turmas recursais a população fica mais carente de Justiça. “Tivemos leis que fizeram com que servidores aumentassem de cargo e elevassem a folha? Essa é uma pergunta que precisa ser respondida. Cabe ao Tribunal dar essa resposta com transparência. Temos profundo respeito ao Judiciário e o achamos imprescindível. Tanto que estamos pedindo mais Judiciário. Contudo, queremos mais Judiciário em São José do Calçado, em Apiacá, em Ecoporanga, em Jaguaré, em Santa Teresa, em Santa Leopoldina, em Guaçuí, em Alegre, enfim, o povo precisa de Justiça”.  

 

NOTÍCIAS RELACIONADAS

OAB-ES alerta para golpe do falso advogado e orienta população sobre como se proteger

FALSO ADVOGADO

OAB-ES alerta para golpe do falso advogado e orienta população sobre como se proteger

Com mais de 1.300 denúncias recebidas, Ordem intensifica ações contra fraudes

OAB-ES entrega sala de apoio à advocacia reestruturada no Fórum de Ibatiba

REESTRUTURAÇÃO

OAB-ES entrega sala de apoio à advocacia reestruturada no Fórum de Ibatiba

Espaço foi renovado e agora oferece mais conforto, equipamentos e privacidade para o atendimento de advogados e advogadas no Caparaó capixaba.

TJES concede prisão domiciliar a advogada após atuação da OAB-ES

PRERROGATIVAS EM AÇÃO

TJES concede prisão domiciliar a advogada após atuação da OAB-ES

Decisão ocorre após apresentação de documentos, sustentação oral e diligência para verificar irregularidades nas condições de custódia.

OAB-ES aciona a Justiça contra captação irregular de clientes em serviços previdenciários

CAPTAÇÃO IRREGULAR DE CLIENTES

OAB-ES aciona a Justiça contra captação irregular de clientes em serviços previdenciários

Ação Civil Pública busca impedir o exercício de atividades privativas da advocacia por empresas não habilitadas e combater práticas de concor...