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OAB-ES critica fim dos plantões na delegacia de Alegre
Publicado em 22 de Agosto de 2016 • 20:00
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES), Homero Mafra, criticou a cúpula da Polícia Civil pelo fim dos plantões de final de semana e madrugada que eram realizados na 6ª Delegacia Regional de Alegre. Desde a última semana, as ocorrências fora do horário comercial são encaminhadas a 7ª Regional, em Cachoeiro de Itapemirim.
Ao todo dez municípios e mais de 100 mil pessoas foram prejudicadas com o fim dos plantões. Para Homero Mafra, a decisão da chefe de Polícia Civil no Estado, Gracimeri Gaviorno, é equivocada e ilegal .
“Agora mais de 100 mil pessoas devem ir a Cachoeiro de Itapemirim porque a relação custo-benefício é ruim? Se um plantão de Delegacia custa R$ 6 mil por dia, quanto custa o sacrifício de um cidadão pobre da região de Alegre ou Guaçuí que vai ter de se deslocar até Cachoeiro muitas vezes na madrugada para registrar a ocorrência de que foi vítima? Quanto custa pegar o carro da PM que faz o patrulhamento e o fazer se deslocar de cidades do interior até Cachoeiro?”, criticou.
O presidente da OAB-ES questiona a decisão. "Se o plantão de Alegre foi criado por lei, como pode ser extinto por uma canetada de uma autoridade, ainda que seja a Chefe de Polícia?"
Advocacia prejudicada
Presidente da subseção da OAB-ES em Alegre, Luiz Felipe Mantovaneli Ferreira reforça que, sem o plantão na cidade, a população fica insegura. “Em Alegre e Guaçuí temos duas viaturas. Mas nos outros municípios temos apenas uma. Então, se houver prisão em flagrante, enquanto os policiais estiverem registrando a ocorrência a cidade ficará em patrulhamento”.
Já o presidente da subseção de Guaçuí, Luiz Bernad Sardenberg Moulin, relata que os advogados estão enfrentando problemas para registrar as ocorrências. “A demora chega a cinco horas. Cachoeiro já atendia em média 350 mil pessoas, agora passará a atender quase meio milhão. Infelizmente não existe estrutura lá para isso”, lamentou.
O plantão da 6ª Delegacia Regional de Alegre atendia, além do município sede, Guaçuí, São José do Calçado, Apiacá, Muniz Freire, Divino São Lourenço, Dores do Rio Preto e Bom Jesus do Norte.
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