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Publicado em 30 de Outubro de 2012 • 16:06
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES), no último dia 26, tomou conhecimento de um recado exposto no quadro de avisos do Juizado Especial Cível da Comarca de Barra de São Francisco, cujo teor é uma afronta aos advogados.
Um profissional fez a denúncia durante reunião realizada pela Comissão de Relacionamento com as Subseções composta pelos Presidentes de Subseções na cidade e o presidente da Ordem, Homero Junger Mafra, juntamente com o vice-presidente, Francisco Guilherme Maria Apolônio Cometti, e o tesoureiro, Délio José Prates do Amaral, que foram pessoalmente ao Juizado averiguar.
O texto ofensivo aos advogados foi escrito em 2004 pela magistrada do Rio de Janeiro Tânia Sardinha e há cerca de 15 dias uma cópia foi afixada no mural do juizado de Barra de São Francisco.
O presidente da OAB-ES, assim que viu o recardo, ligou para o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, que determinou a retirada imediata do aviso.
O conteúdo referente aos advogados e partes diz: “Se você não é Buda, Moisés, Jesus Cristo ou Maomé ou a rainha de Sabá, Cleópatra ou Elizabeth I, ou o seu cliente não vai morrer se eu não despachar o seu processo neste exato momento, deixe por favor, o processo vir a conclusão normalmente.”
O tesoureiro Délio Prates considerou o ato "um abuso de autoridade". "É de uma prepotência,que mostra despreparo do profissional. Ter pretensão de que isso é uma forma de ordenar o serviço, é no mínimo uma estupidez. É um absurdo que um agente publico, seja ele, juiz ou funcionário admita esse tipo de aviso dentro da Vara”, afirmou.
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