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Publicado em 17 de Abril de 2017 • 18:00
O presidente da Comissão de Combate à Corrupção e à Impunidade da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES), Vladimir Salles Soares, em entrevista ao programa Bom Dia Espírito Santo da TV Gazeta desta segunda-feira (17), reforçou o entendimento da Ordem sobre a gravidade da prática de Caixa 2 eleitoral. “Não é um crime menor, é muito grave”.
“Esse crime retira a condição de que o pleito transcorra com lisura, de forma equilibrada. Declarações são falsificadas com o objetivo de se obter vantagem. Essa vantagem econômica é revertida em votos para o político e engana a população. E por final o retorno desses valores empenhados é feito também de maneira escusa. Não há almoço grátis. A população precisa se conscientizar que até mesmo os pequenos desvios do dia a dia contribuem para esse estado de coisas que vivenciamos”, destacou Vladimir Salles para o jornal.
Outra consequência do Caixa 2 apontada foi a desestabilização social. De acordo com o presidente da Comissão de Combate à Corrupção da OAB-ES, esses desvios contribuem para manter o Brasil no Terceiro Mundo e tiram das futuras gerações a oportunidade de viver em um mundo melhor.
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“Empresários aumentam os valores de obras públicas para dar continuidade a esse ilícito praticado por políticos que, na verdade, se vendem. Assim, eles conseguem vantagens pessoais e lesam a população. Espero que o Brasil possa olhar no espelho e entender que é necessário mudar”, acredita Vladimir.
Também foi destaque na entrevista a estimativa levantada pelo jornal Estado de São Paulo de que anualmente são desviados R$ 200 bilhões para corrupção. “Imagina o que não seria feito do ponto de vista social com esses recursos. É necessário dar um passo a frente e mostrar que esse tipo de prática não pode existir”, declarou.
Questionado sobre o risco de prescrição dos crimes diante do grande volume de políticos investigados, Vladimir Salles lembrou a possibilidade da restrição do foro privilegiado como forma de dar celeridade ao julgamento desses casos. “É uma preocupação. Temos que ficar atentos com isso”, resumiu.
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