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Publicado em 20 de Janeiro de 2017 • 17:15
Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES), Homero Mafra discursou na implantação do PJe em Colatina, nesta sexta-feira (20), e fez ponderações sobre o modelo que o CNJ aplicou nos tribuinais de todo o país. Um dos pontos destacados foi a necessidade de adequação por parte dos operadores do Direito ao sistema, uma vez que o ideal seria o contrário. Dessa forma, a Ordem está atenta para que nehum advogado seja excluído do processo, uma vez que eles representam os jurisdicionados.
“Quero dizer que o PJe tal como concebido no CNJ não é o processo ideal, não é o processo que a advocacia pede e reclama, é um processo que exclui porque dificulta, que muitas vezes transfere para o advogado obrigações que cabem ao Estado, não é o procedimento ideal”, disse.
O presidente da Ordem disse que a Comissão de Tecnologia da Informação está à disposição de todos para auxiliar na utilização do PJe, mas lamentou o sistema adotado pela Justiça.
“Nós tínhamos o exemplo de um procedimento simples na Justiça Federal que trabalha com login e senha, que os velhos advogados como eu estão acostumados a fazer nos bancos, mas não era possível, era preciso que os iluminados do CNJ, aqueles que pensam que o Brasil acaba em Itaguatinga, que esquecem que nós não temos banda larga nesse país, que implanta o PJe no norte do Brasil, que implanta o PJe onde temos internet discada, implantaram um PJe sem ouvir a advocacia, implantaram um projeto e jogam esse projeto goela abaixo dos tribunais”, reforçou.
O presidente do TJES, desembargador Anníbal de Resende Lima, destacou a necessidade de o Judiciário se adequar à realidade da vida moderna, que torna o uso da tecnologia como ferramenta de trabalho algo imprescindível. Por isso, segundo o desembargador, a implantação do Pje nos Juizados de Colatina é um passo importante em busca dessa adequação com a modernidade.
Ainda segundo o Presidente da Corte, a tecnologia, hoje, é um processo irreversível, exigindo adesão de todos os Poderes no que diz respeito à agilidade nos serviços prestados aos cidadãos. (Com informações da assessoria de imprensa do TJES).
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