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Homero Mafra: "Uma reflexão necessária"

Publicado em 14 de Julho de 2010 • 11:46

Homero Mafra: "Uma reflexão necessária"

Quando o 11 de agosto se aproxima, penso ser necessária uma reflexão sobre o papel da Ordem.

Somos uma instituição corporativa? É evidente que sim, e temos um papel fundamental na defesa da advocacia, na defesa das prerrogativas profissionais, ao tempo em que defendemos que só o exercício ético da advocacia nos permite atuar com a independência que se espera do verdadeiro advogado.

Somos corporativos, sim, e temos que lutar por um mercado de trabalho onde o advogado seja valorizado de forma efetiva.

Mas não somos, e não podemos ser, apenas corporativos.

Temos compromisso com a defesa de um estado de direito verdadeiramente democrático, com o fim da tortura nos presídios, com a valorização do princípio do juiz natural, com a real independência entre os poderes do Estado.

Para isso, somos independentes.

Para apontar as mazelas do Estado, para clamar contra os equívocos do Judiciário e do Ministério Público, tudo isso sem medo de, como disse o compositor popular, "fazer a louvação do que deve ser louvado".

Os advogados não aceitam uma Ordem que abdique da defesa das prerrogativas, como nunca concordarão que a OAB abandone a independência que é sua marca e característica.

Com esses valores, e com esses compromissos, seguimos nosso caminho, compromissados com nossa história.

14/07/2010

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