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Homero Mafra critica repressão às manifestações e repudia tortura em presídios

Publicado em 20 de Abril de 2017 • 18:50

Homero Mafra critica repressão às manifestações e repudia tortura em presídios

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES), Homero Mafra, criticou a repressão policial registrada em manifestações recentes e demostrou preocupação com os relatos de tortura em presídios. Nesta sexta-feira (20), em discurso realizado na solenidade de entrega de carteiras da Seccional, o presidente da Ordem fez um apelo pela criação do espaço democrático sem tortura e pelo respeito aos direitos humanos.

“Saímos de uma greve da polícia militar há pouco tempo. E sou surpreendido com os jornais dessa quarta-feira mostrando polícia jogando bala de borracha em manifestante. O que é isso? Temos recebido mais uma vez notícias de recrudescimento de tortura em presídios. Que sociedade queremos construir? Uma sociedade que aniquila e não respeita os direitos humanos? Precisamos construir um espaço democrático sem lugar para tortura. Não tem lugar para uma polícia militar que bate em quem protesta. Não tem lugar para isso”, reforçou.

Apesar dos graves problemas, o presidente da OAB-ES fez questão de destacar sua paixão pela advocacia e conclamou os advogados e advogadas que recebiam suas carteiras a militar na profissão.

A solenidade teve como paraninfo o secretário-geral da Ordem, Ricardo Brum, e contou com a participação da secretária-geral adjunta, Erica Neves, da presidente da CEAIC, Natálya Assunção e do advogado e ex-conselheiro seccional, Rodrigo Carlos Horta.

Secretário-geral da OAB-ES e paraninfo da turma, Ricardo Brum destacou o papel institucional da OAB-ES. “É a Ordem que se levanta contra a proposta de mudança na legislação trabalhista, contra as manipulações feitas no Congresso Nacional para se aprovar propostas que nem sempre estão de acordo com aquilo que a sociedade efetivamente precisa. E a Ordem nada mais é do que a nossa união. Seria extremamente importante que vocês conseguissem, ao longo do tempo, perceber a diferença que o trabalho de cada um fará na defesa dos princípios constitucionais dos quais não podemos nos afastar. Nós somos os pilares de uma sociedade democrática”, ressaltou.

A oradora da turma, Luíza Ozório de Oliveira, destacou a inquietude da alma daquele que exerce a advocacia. “Ainda não cheguei numa plataforma de estado pleno de espírito e nem sequer tenho certeza de qual caminho seguirei nas diversas possibilidades trazidas pela advocacia. Não esperava menos que isso. Minha alma é e sempre foi inquieta”.

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