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Publicado em 12 de Março de 2014 • 16:51
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES), Homero Junger mafra, condenou a manifestação do presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Joaquim Barbosa, nesta última terça-feira (11). “Mais uma vez o ministro Joaquim Barbosa foi deselegante com a advocacia. Aliás, deselegante é o mínimo que se pode dizer. O ministro não compreende o que é a advocacia nem o papel que prestou neste país. A advocacia sempre esteve na luta pela cidadania e quando se instala nos fóruns é para prestar serviço à população, principalmente aos desassistidos”, afirmou Homero Mafra.
“A advocacia deveria convidar o ministro para participar da vida de qualquer escritório porque ele fala de uma realidade que ele não conhece”, conclui o presidente da Seccional.
Na sessão do CNJ realizada nesta terça,enquanto a maioria dos ministros aprovaram norma que isenta a Ordem de pagar por gastos com água, energia, condomínio e vigilância das salas que ocupa em tribunais, Barbosa, de modo desrespeitoso e preconceituoso, disse que o benefício era uma forma de se "locupletar de recursos públicos".
O Conselho Federal da Ordem aprovou uma nota pública, na qual ressalta: "Tais atitudes não contribuem com a construção da Justiça e destoam do profundo respeito que a entidade demonstra ao longo de sua história pelas instituições republicanas."
E acrescenta: "A utilização das salas do Poder Judiciário é feita pelo cidadão, que recorre ao advogado, figura essencial à execução da Justiça, para que lhe represente."
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