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Fórum Reage ES volta a atuar de forma permanente no combate à corrupção e à criminalidade

Publicado em 19 de Janeiro de 2009 • 19:33

Fórum Reage ES volta a atuar de forma permanente no combate à corrupção e à criminalidade
Uma ação permanente. Essa é a intenção das cerca de 30 pessoas que participaram, na tarde desta segunda, 19, da primeira reunião que discutiu a rearticulação do movimento Reage Espírito Santo, inicialmente conhecido como Fórum Permanente contra a violência e a impunidade.

O encontro, articulado pela OAB-ES, contou com a presença do presidente da Seccional, Antonio Augusto Genelhu Junior; do secretário geral, André Luiz Moreira; da tesoureira, Márcia Maria de Araújo Abreu; do conselheiro federal da Ordem, Agesandro da Costa Pereira, e demais conselheiros da Seccional; do procurador de justiça, Fernando Zardini; do arcebispo de Vitória, D. Luis Mancilha; e de representantes de vários setores da sociedade civil organizada, movimentos de direitos humanos, igrejas de várias confissões, alguns parlamentares, entre outros.

Neste primeiro encontro, os participantes alertaram sobre a reconquista de espaços públicos por pessoas que o próprio "Reage ES" atuou para banir da atividade pública em função de denúncias de participação na criminalidade organizada. A discussão foi em torno da atual realidade no Estado, no que diz respeito à corrupção articulada nos três poderes e à criminalidade. Todos demonstraram preocupações sobre quais as ações concretas que poderão ser tomadas pelo movimento no combate à criminalidade e à impunidade.

De forma unânime, resolveram fazer com que o movimento, inicialmente denominado de Fórum Permanente contra a Violência e a Impunidade, seja, de fato, uma luta permanente. De acordo com Genelhu, a reativação do Fórum surge num momento de extrema necessidade para que medidas sejam tomadas no combate às organizações criminosas. O presidente ressaltou que desde as eleições municipais passadas, observa-se um preocupante aumento de poder por parte de pessoas que, em um passado recente, foram afastadas da vida pública por corrupção e por outros crimes.

A preocupação se agravou quando, em dezembro passado, vieram a publico os desdobramentos da Operação Naufrágio, deflagrado pela Polícia Federal, a partir de inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que apura esquema de corrupção e nepotismo no Judiciário capixaba. O acúmulo dessas situações preocupantes levou a Ordem a novamente convocar o Fórum e todos esses temas foram pontos de discussão na reunião.

Sobre a atuação da Seccional sobre as denúncias que envolvem advogados, Genelhu afirmou que a entidade fez pedido formal ao STJ para ter acesso ao processo e, assim, adotar as medidas ético e administrativas cabíveis, porém, os documentos ainda não foram remetidos à Entidade.

Entre as deliberações da reunião, está a elaboração de uma nota de reinício dos trabalhos do Fórum. Uma comissão, coordenada pelo secretário geral da OAB-ES, André Moreira, vai ser redigida apontando os principais focos de preocupação relacionados à corrupção e à criminalidade, macro e organizada. O texto será o marco de reinstalação do Fórum que passa a ser, de fato, permanente.

O documento será lido na próxima reunião do Fórum, já marcada para a próxima segunda-feira, dia 26, na sede da Ordem.

A rearticulação do Fórum Reage ES também foi comemorada pelo conselheiro federal da Ordem, presidente nacional de direitos humanos e um dos fundadores do movimento, Agesandro da Costa Pereira. "É preciso que voltemos ao debate e à denúncia. Temos que gritar como gritamos no passado, e alguém vai nos ouvir. É preciso caminhar e sustentar a bandeira que os homens de bem levantaram", ressaltou.

Produzido pela Assessoria de Comunicação da OAB-ES
Mais informações com Raquel Salaroli e Ana Glaucia Chuína (3232-5608)

Foto: Samuel Vieira

Pode ser reproduzido, desde que citada a fonte.

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