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Ex-ministros de Direitos Humanos cobram da Câmara aprovação da Comissão da Verdade ainda este ano

Publicado em 15 de Setembro de 2011 • 17:04

Ex-ministros de Direitos Humanos cobram da Câmara aprovação da Comissão da Verdade ainda este ano

A ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Maria do Rosário, e todos os ex-ministros da pasta pediram nesta terça-feira (13) ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), agilidade na votação do projeto que cria a Comissão da Verdade. Eles pediram que a proposta seja votada ainda este ano para evitar que o tema  perca força no ano que vem, quando haverá eleições municipais. A comissão tem como objetivo esclarecer casos de violação de direitos humanos ocorridos entre 1946 e 1988. O projeto também autoriza o acesso aos arquivos da ditadura militar (1964-1988).

“Sempre é muito positivo que uma matéria como esta não fique para o ano eleitoral, mas para agora, que o Brasil está maduro. Com os líderes [partidários], a sociedade e esses ex-ministros participando conosco, tenho certeza de que temos condição de aprovar [a Comissão da Verdade]”, disse Maria do Rosário.

Ela ressaltou que a proposta que tramita na Câmara não beneficiará o governo, mas a sociedade. "Este não é um projeto de governo, nem de oposição, mas do Brasil. Foi construído por muitos anos e por muitas mãos. Fortalece todo o empenho da sociedade para construir a democracia”, argumentou a ministra.

Marco Maia disse que pretende levar a proposta à reunião de líderes, ainda na tarde de hoje. “Há o entendimento de votar a matéria da forma como está”, disse o presidente da Casa. “Assim que tiver uma brecha, vamos colocar em votação para que se possa resgatar a verdade sobre os crimes cometidos”.

Ex-ministro da Justiça e de Direitos Humanos no governo no presidente Fernando Henrique Cardozo, José Gregori disse que todos os ex-ministros deixaram de lado as paixões políticas e partidárias em prol da criação da Comissão da Verdade. “Esse projeto diz muito sobre a vitalidade democrática do Brasil. Houve um consenso, porque nem todos os ex-ministros são do mesmo partido, têm a mesma visão ideológica e tiveram as mesmas opções partidárias, mas deixamos tudo isso de lado e colocamos apenas o sentimento de fortalecer a democracia brasileira”.

Fonte: Agência Brasil / Ivan Richard e Priscilla Mazenotti

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