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Publicado em 11 de Fevereiro de 2016 • 13:53
Foi anunciada a criação, pelo Governo do Estado, da Secretaria de Direitos Humanos do Espírito Santo.
Um provérbio árabe diz que quem planta tâmaras, não colhe tâmaras. Isso porque antigamente as tamareiras demoravam até um século para dar seus primeiros frutos.
Conta a lenda que um senhor de idade avançada plantava tâmaras no deserto, quando um jovem lhe perguntou o porquê de ele perder tempo cultivando algo de que ele não desfrutaria. O senhor, calmo, respondeu: Se todos pensassem como você, ninguém colheria tâmaras.
Essa resposta nos ensina que devemos construir ações que possam servir para todos, e para o futuro.
O anúncio dado pelo Governo abre caminho para a efetivação das políticas públicas de direitos humanos, e nos aproxima de uma realidade que – embora desafiadora – é a desejada. Oxalá sua estrutura seja alicerçada no Programa Estadual de Direitos Humanos e do Plano de Educação Estadual de Direitos Humanos.
Efetivar políticas públicas de direitos humanos é um desafio. Ainda vivemos violações de direitos das mais diversas. Ainda temos que secar lágrimas e ouvir soluços de vítimas de tortura. Ainda temos que recorrer aos tribunais internacionais para garantir os direitos mais elementares. Por isso, ainda temos que repisar o óbvio, declarado em 1948 pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e positivado pela Constituição Federal.
O despontar da Secretaria a que referimos nos indica que tudo valeu e vale a pena, e para enfrentar a violação de direitos precisamos de resistência e diálogo.
Em sendo assim, agradecemos a Pe. Gabriel Maire; Valdício Barbosa dos Santos; Ewerton Montenegro Guimaraes; João Batista Herkenhoff; Pe. Saverio Paollilo; Isabel Borges; Isaias Santana da Rocha; Ana Maria Caracoche; Hugo Cesar Guangirole; Pedro José Bussinger e a outros tantos, por terem plantado as tâmaras que nós continuaremos a tratar com carinho!
Verônica Cunha Bezerra é presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-ES
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