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Demóstenes Torres mantém em relatório texto do Ficha Limpa aprovado na Câmara

Publicado em 19 de Maio de 2010 • 14:01

Demóstenes Torres mantém em relatório texto do Ficha Limpa aprovado na Câmara

O relator do Projeto Ficha Limpa na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO), apresentou seu parecer à matéria. Ele manteve o texto aprovado pela Câmara na semana passada e que torna inelegível os candidatos condenados por decisões de órgãos colegiados.

A inelegibilidade, prevista no projeto, será de oito anos e começa a contar a partir do fim da pena imposta ao candidato. Se o candidato foi condenado a uma pena de dez anos, ficará inelegível por mais oito anos, além dos dez da condenação, explicou Demóstenes.

O projeto ampliou, na Lei de Inelegibilidade , os crimes que impedem a candidatura. Praticamente todo Código Penal e toda lei extravagante, todo crime de relevância, praticado por qualquer um, inabilita o condenado, explicou.

Há ainda a previsão de inelegibilidade de pessoas físicas e dirigentes de pessoas jurídicas que receberam ou fizeram doações ilegais. O projeto também atinge os magistrados e membros do Ministério Público que tenham sofrido sanções disciplinares ou deixado o cargo para evitá-las.

A proposta, no entanto, prevê o efeito suspensivo da condenação. Se o candidato não concordar com a sentença, pode pedir a suspensão dela no Superior Tribunal de Justiça. Nesse caso, poderá continuar com a campanha, mas, seu processo vai tramitar mais rápido, em regime de urgência.

Depois de votada na CCJ, a matéria será analisada em plenário. Onde deverá ser alvo de um impasse: o governo quer votar antes os projetos do pré-sal. A oposição pede para que a urgência desses projetos seja retirada e o Ficha Limpa seja analisado com prioridade.

Diante disso, a oposição fez uma consulta à Mesa Diretora da Casa para saber se o Senado pode adotar a mesma sistemática da Câmara nas votações de determinados projetos.

O entendimento na Câmara é que projetos de lei complementar como é o caso do Ficha Limpa podem ser votados em sessões extraordinárias a despeito do trancamento da pauta das sessões ordinárias por medidas provisórias com prazo de tramitação vencido.

Informalmente, o presidente em exercício do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO), afirma que aprova esse entendimento. O parecer da Mesa Diretora será lido em plenário hoje à tarde.

Fonte: Agência Brasil

19/05/2010

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