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Publicado em 21 de Outubro de 2016 • 12:00
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES), realizou na noite desta quinta-feira (20), mais uma cerimônia de entrega de carteiras para advogados aprovados no exame da OAB. A solenidade desta semana foi, contudo, abrilhantada pela presença da Conselheira Federal da Seccional do Distrito Federal da OAB, Carolina Petrarca, que foi paraninfa da turma.
Ao proferir o discurso para os novos profissionais, a conselheira Carolina destacou que é importante ter coragem neste momento. “Quando estava pegando minha carteira tive também medos e angústias, mas é preciso coragem para seguir nesta importante carreira, a advocacia. Lute por ela, lute pela liberdade, pela democracia”, reforçou.
Carolina Petrarca lembrou que os tempos são difíceis para a advocacia e citou as agressões contra os advogados do ex-deputado federal Eduardo Cunha. “A sociedade confunde o cidadão, que é um suposto criminoso, com o advogado. Isso deixa a advocacia apequenada. Não podemos deixar isso acontecer. Precisamos de vocês conosco. Precisamos de vocês na OAB-ES”, destacou.
Em seu discurso para a turma, o presidente da OAB-ES, Homero Mafra, como de costume, não escondeu dos presentes sua paixão pela advocacia. Mas, destacou, sobretudo, a necessidade de respeito para a advocacia em tempos tão sombrios para a categoria.
“Temos que estar atentos ao tempo em que vivemos. Ao tempo presente. Um país não precisa de heróis. Ela precisa de respeito ao Estado Democrático de Direito, de educação, de saúde e de trabalho e emprego para o seu povo. Mas não precisa de heróis. Digo isso porque eu, que escolhi os caminhos do Direito Penal, assisto, no dia a dia, o desmonte do Direito Penal como garantia das liberdades. Esse direito que deveria ser de garantia de liberdades se transforma em ferramenta de opressão”, criticou o presidente da OAB-ES.
Homero Mafra falou ainda sobre o simbolismo dos advogados receberem a carteira da Ordem no dia em que CEAIC completa 20 anos. “Agora é Comissão da Advocacia em Início de Carreira, e nesse ‘advocacia’ existe um simbolismo. Vamos além do que já chegamos. Até agora temos a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), mas ela pode avançar. Tínhamos a Conferência Nacional dos Advogados e agora já temos a Conferência da Advocacia. Qual o simbolismo disso? A referência que isso contém? Significa que somos cada vez mais uma Ordem plural e inclusiva. Onde homens e mulheres convivem em pé de igualdade”, declarou.
A mesa da solenidade ainda contou com a presença do juiz do Trabalho Fábio Bonisson, do procurador do Estado Dax Wallace Xavier Siqueira, e da diretoria da OAB-ES, representada pela vice-presidente Simone Silveira, o secretário-geral Ricardo Brum e a secretária-geral adjunta, Erica Neves; além da presidente da Comissão da Advocacia em Início de Carreira (CEAIC), Natálya Assunção.
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